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	<title>Os Caçadores de Água &#187; trilha blair</title>
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		<title>Os Caçadores de Água &#187; trilha blair</title>
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		<title>Trilha Blair &#8211; Farofa por Cima</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 03:42:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diegosolamito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Início : Parque Nacional &#8211; Entrada do Vale Travessão
Destino: Cachoeira do Valente
Distância Aproximada : 14 KM ?
Cachoeiras no caminho : Não
Altitude Inicial : 802m
Altitude Final : 1207m
Altitude Máxima no percurso : 1240m
Variação de Altitude da trilha : =~ 400m
Animais encontrados pelo caminho : abelhas cachorras, marimbondos, carrapatos, cobras
Passagens pela água : 2
Trilha bem demarcada : [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cachoeiras.wordpress.com&blog=3747661&post=17&subd=cachoeiras&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Início : Parque Nacional &#8211; Entrada do Vale Travessão<br />
Destino: Cachoeira do Valente<br />
Distância Aproximada : 14 KM ?<br />
Cachoeiras no caminho : Não<br />
Altitude Inicial : 802m<br />
Altitude Final : 1207m<br />
Altitude Máxima no percurso : 1240m<br />
Variação de Altitude da trilha : =~ 400m<br />
Animais encontrados pelo caminho : abelhas cachorras, marimbondos, carrapatos, cobras<br />
Passagens pela água : 2<br />
Trilha bem demarcada : Sim<br />
Perigo de perder : não<br />
Dificuldade : Média</p>
<p>Começamos a trilha pelo km XXX da MG XXX ainda cedo. Chegamos por volta de 7 da manhã na estrada de terra. O início foi marcado por um tico de apreensão uma vez que não sabíamos se conseguiríamos não sermos barrados já de cara pelos guardas do Parque Nacional. Informando-nos com os moradores locais, descobrimos que naquele fim de semana comum, a entrada 2 do parque não estava sendo vigiada.</p>
<p>Assim, continuamos pela estrada de terra até chegar à Pousada XXX, que fica quase em cima da porteira de entrada do Parque Nacional XXXFOTO.</p>
<p>Na volta, descobrimos que era possível continuar com o carro um pouco mais, o que já seria uma ajuda para a volta, uma vez que a pousada fica numa bela descida (subida na volta). Porém, deixamos o carro ali e descemos o começo da trilha (mais ou menos 815 metros até o primeiro cruze de rio pela casa velha).</p>
<p>Continuamos tranquilos pelo começo da trilha até encontrar a Casa Velha 2, que fica na encosta do rio, com uma entrada fácil por ela. Importante salientar que atravessamos o rio na época mais seca do ano (não sabemos se em época de cheia fica dificil atravessar). Molhamos os pés apenas até o calcanhar e seguimos caminho, agora situados a direita do leito do rio, se considerarmos sentido de ida.</p>
<div id="attachment_37" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://cachoeiras.files.wordpress.com/2008/11/travessia.jpg"><img class="size-medium wp-image-37" title="Travessia do Rio" src="http://cachoeiras.files.wordpress.com/2008/11/travessia.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Aqui começa a parte 2 da trilha. Antes de começar a subir" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Aqui começa a parte 2 da trilha. Antes de começar a subir</p></div>
<p>Ficamos ali meio apreensivos nesses 1500 metros após o rio, sem saber onde exatamente começaríamos a subir a montanha. Mas continuamos seguindo mais ou menos a linha do rio, passando por uma pequena floresta, logo encontrando uma clareira e finalmente encontrando uma trilha que começava a se delinear para a direita.</p>
<p>Desde a pousada até o início da subida da montanha são 2,3 km. Do início da montanha até o fim da trilha eram aproximadamente 4,0 km (um pouco mais).</p>
<p>Daí consideramos que a trilha realmente havia começado. Com o peso nas costas, percebemos que o que se leva nela é um tópico muito importante a ser pensado para uma trilha desse calibre. Não se trata de uma trilha difícil, mas debaixo do sol e com uma subida total de 400 metros, o peso passa a ter influência decisiva no gás da turma.</p>
<p>A trilha não possui atrativo eólico, isto é: espere muito calor. Uma vez que a trilha fica exatamente no vale entre duas montanhas, o vento é praticamente nulo (acho que foi nulo, hehe). Até o fim da subida são XXX kms e não espere muito a companhia da água. Você verá água em apenas 3 pontos da trilha. Uma vez no início da subida. Uma segunda vez quase no fim da subida (meio da trilha) e finalmente, nas quedas da cachoeira.</p>
<p>Não é recomendado utilizar a água da trilha para hidratação. Infelizmente a água desse local é conhecida por sua contaminação por vermes.</p>
<p>Apesar disso, nós não seguimos a recomendação. Levamos pouca água (e muito peso) e tivemos que apelar pra água &#8220;contaminada&#8221;. Não morremos, tanto que estou postando aqui, mas tomamos alguns vermífugos na volta (espero tê-los matado).</p>
<p>A trilha continua mais amena após essa pior parte. Em alguns momentos a trilha se bifurca e isso pode causar confusão. No entanto, todas as bifurcações sempre se encontram novamente um pouco mais adiante.</p>
<p>Continuamos com muita sede até encontrar água. Dessa vez, do leito principal da cachoeira da Farofa.</p>
<p>Quando se chega ao fim da subida o alívio é bom.</p>
<p>A subida continua pouco, mas bem menos inclinada. Chega-se assim no pico de um morro (sem perceber) e vê-se uma cachoeira (provavelmente a 2a. das 7 quedas). O acesso a cachoeira é dificil com mochila nas costas, então deixamos as mochilas um pouco mais no alto.</p>
<div id="attachment_38" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://cachoeiras.files.wordpress.com/2008/11/cacho-escondida.jpg"><img class="size-medium wp-image-38" title="Aqui é , realmente, o fim da subida." src="http://cachoeiras.files.wordpress.com/2008/11/cacho-escondida.jpg?w=300&#038;h=225" alt="Aqui é , realmente, o fim da subida." width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Aquela mata toda é a água da Farofa no.2 que faz</p></div>
<p>Tivemos que passar no mato até alcançar a cachoeira que deve ter por volta de 15 metros de altura e um poço bem estreito e fundo. A cachoeira fica bem apertada entre o pequeno morro e a chance de encontrar cobras , digamos, não é baixa.</p>
<p>A água é fria, mas podemos nadar um pouco ao menos. É possível subir nas pedras lateriais da direita da cachoeira, o que dá uma vista legal. E foi lá que eu esbarrei com uma cobra de quase 2 metros. Não foi muito agradável, hehe. Mas por sorte ela apenas se afastou.. depois disso resolvi não me adentrar muito no mato.</p>
<p>Saindo de lá, seguimos a trilha, que ia em direção as próximas quedas de farofa. Chega-se facilmente até a 2a. queda na parte de cima. Essa queda já é bem mais alta e daí já é possível enxergar as próximas quedas. O nosso plano era descer Farofa com as mochilas. Porém não encontramos nenhuma trilha viável. Só havia pedras e nenhum caminho que fosse possível descer.</p>
<p>Queríamos continuar até tentar encontrar Taioba, porém, não havia mais trilhas e encarar o mato com chances de esbarrar com cobras não nos aminou a continuar.</p>
<p>O mato não é alto: deve bater uns 10 centímetros na canela, mas é um altura suficiente pra não se saber exatamente no que se está pisando. Desistimos, assim, de continuar e fizemos a trilha de volta.</p>
<p>As 17:15 estávamos praticamente no fim da trilha la embaixo, sedentos e bem cansados, quando percebemos que estávamos perdidos. Não nos lembrávamos daquela parte com água e assim começamos a subir em busca do nosso erro. Depois de praticamente 40 minutos de subida, sem sucesso, não conseguimos nenhuma bifurcação no qual poderíamos ter nos equivocado.</p>
<p>O desespero bateu um pouco quando não tinhamos mais água (e sabiamos que estávamos longe dela) e o sol estava se escondendo atrás da montanha. Com um dos meus amigos com muita dor na perna, resolvi correr.</p>
<p>Larguei minhas mochilas e comecei a correr ladeira acima: precisava encontrar água. (eu tinah certeza que faltava pouco pra encontrar água.. se é que não tinhamos errado <strong>também</strong> o caminho de subida).</p>
<p>Quando eram 17:45, encontrei a água parada (não era água ideal, mas era melhor que morrer de sede).</p>
<p>Voltei com um sorriso (seco) pra avisar meus amigos (Bill e Fredão). Não iamos conseguir descer a tempo, mas íamos conseguir sobreviver, hehehe.</p>
<p>Voltamos com toda a bagagem e bebemos muita água (nosso prêmio). Sem muitas opções de o que fazer, resolvemos com os ultimos minutos de sol tentar descer sem a bagagem pra pelo menos tentar descobrir o nosso erro. Descemos apenas com comida e lanterna (Bill e eu), enquanto Fred ficou descansando com o resto da bagagem do lado da água.</p>
<p>Descemos sempre nos separando em todas as bifurcacções possíveis e confirmamos que todas elas sempre se encontravam mais adiante. Depois de mais ou menos meia hora de descida (descemos bem rápido) chegamos ao mesmo ponto em que <strong>achávamos</strong> que havíamos errado. Continuamos com o último filete de luz que nos sobrava do sol. Depois de mais 15 minutos de caminhada , confirmamos. Estivemos sempre no caminho certo! Mas agora era tarde pra descobrir isso.</p>
<p>Quando ficamos aliviados por ao menos saber que não estávamos perdidos começamos a subida de volta para o nosso &#8220;acampamento&#8221;. Quando voltamos, vimos Fred já com a barraca montada, (sobre pedras e mato) (não há lugar para se acampar la em cima!). Chegamos ao camping por volta de 19:30.</p>
<p>Não tinha levado colchão, assim que passei uma noite do capeta, dormindo sobre 3 pedras pontudas. Mas consegui cochilar.</p>
<p>Não ousamos fazer fogueira porque havia mato por todos os cantos e o pior: mato relativamente seco, o que faria muito arriscado acender uma fogueira e causar um super incêndio fora da lei.</p>
<p>Não escutamos barulhos estranhos e nem nos deparamos com animais de grande porte (felizmente). Apesar das pedras, a noite fluiu tranquila. (acho que o som do meu celular ajudou a amenizar a escuridão e o silêncio absoluto).</p>
<p>O outro dia amanheceu ensolarado. O sol saiu mais ou menos as 8:30 de trás da montanha atrás da Farofa No. 1.</p>
<p>Certos de nosso caminho certos, desmontamos a barraca e descemos toda a trilha.</p>
<p>O fim da trilha (depois de atravessar o leito do rio la embaixo) foi especialmente desgastante. Parecia que não chegava nunca. Confesso que sonhei como nunca com uma Coca cheia de gás, e foi isso que fiz quando cheguei ao carro. Desci até a pousada onde havíamos parado o carro e pedi:</p>
<p>&#8220;Me vê a coca mais gelada que você tiver&#8221;.</p>
<p>Não tivemos ânimos de procurar outra cachoeira (ainda nos sobrava tempo). É porque não nos sobrou perna pra isso. Mas nos sobrou uma bela história pra contar e uma trilha inesquecível nessa Caça as Cachoeiras</p>
<p><strong>Tópicos Importantes:</strong><br />
-Importante perguntar aos moradores se o Parque Nacional está de guarda. (só se pode ir com guia, se for o caso)<br />
-O carro pode entrar no Parque, até uns 200 metros para frente (ajuda um pouco).<br />
-O início da trilha não é bem demarcado. Deve-se seguir adiante (paralelo ao leito do rio) por 500 metros. mais ou menos. Logo a trilha começa a aparecer.</p>
<p><strong>Mapa:</strong></p>
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