Os Caçadores de Água


Próxima Caça
Junho 2, 2009, 3:40 pm
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Cachoeiras de Diamantina (Toca, Sentinela e Cristais)
Abril 21, 2009, 10:25 pm
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(Clique nas fotos para ampliar o tamanho)
Objetivos: Cachoeira da Toca, Cachoeira dos Cristais e Cachoeira Sentinela
Ponto Inicial: Centro de Diamantina
Distância Aproximada : desprezível
Cachoeiras alcançadas (total) : 3
Altitude Inicial : [verificar]m
Altitude Final : [verificar]
Altitude Máxima no percurso : [verificar]
Variação de Altitude da trilha : desprezível
Passagens pela água : Não
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : Sim (em Diamantina)
Dificuldade : Fácil
Desbravadores: Ana, Diego, Fábio, Fredão, Mel, Tati, Wiliam, Xalaska

O dia começa as 7 da manhã e o destino inicial é Diamantina. Com um planejamento bastante conturbado e problemas diversos durante a confirmação da viagem, conseguimos, no entanto sair bem. Saímos os 8 em direção a Diamantina com uma parada rápida em Curvelo. Logo após um check-point onde nos alimentamos bem (recebidos com pão de queijo, café e sanduíches pela família da Tati) botamos pé na estrada de barriga cheia em direção a Diamantina.

A estrada, de BH a Diamantina está sendo duplicada, por isso muitas obras deixam o trânsito mais lento. Ficamos uns 20 minutos parados em certo momento, quase apelando para uma estrada de terra alternativa. Mas a espera, por não ter durado muito, nos deixou com o caminho original.

Chegamos em Diamantina perto de meio dia (são cerca de 310 km desde BH).

Cidade de Diamantina – Bairro

Chegando lá comemos perguntamos no primeiro bar onde ficavam as cachoeiras e onde havia um restaurante bom e em conta. A mulher nos “recebeu” bem e ainda nos deu um mapinha, apesar que o mapinha não tinha lá muita exatidão. Ele mostrava as principais ruas de Diamantina mas não mostrava exatamnte como chegar nas cachoeiras.

Fomos ao restaurante sugerido pela mulher e lá perguntamos se o senhor conhecia acampamentos e as cachoeiras que visitaríamos. Ele apontou no mapa como se chegava as cachoeiras mas não soube dizer nada campings. E nunca tinha ouvido falar do Camping São Pedro, aquele que pretendiámos ir em Diamantina.

Pois bem, postergamos esse problema para o fim do dia e fomos em direção ao primeiro objetivo: Cachoeira da Toca. O senhor do restaurante realmente nos havia dado a direção correta. A entrada pra Cachoeira da Toca é numa das saídas de Diamantina, por acaso a mesma saída que nos leva a Belo Horizonte (de onde viemos).

Chegando quase na saída, tendo um posto BR do lado esquerdo e uma concessionária de veículos Fiat, deve-se entrar a direita (ver mapa). Depois que se sai da BR, começa uma estrada de terra. A estrada é bem tranquila (não é daquelas que destrói carros). Existe apenas uma bifurcação (deve-se virar a direita, na Rua da Cachoeira). As ruas não tem nomes, mas havia muitas pessoas nela que, mesmo sem termos perguntado nada nos falaram: “A cachoeira é na outra rua!” Então a chance de erro, é ínfima.

Na rua da cachoeira desce-se um pouco até que se passa por uma fazenda e finalmente chega-se ao fim da linha. O fim da linha é uma porteira (trancada) e a chegada rápiad de um cavalo atrás dos carros informando que a cachoeira é pra…. direita (sempre direita).

Fim da Rua da Cachoeira
O começo da trilha pra Cachoeira da Toca fica a direita

É que a porteira fica logo depois da ponte do rio que alimenta a cachoeira da Toca. O cavalo que nos seguiu provavelmente viu nossos carros (apesar da porteira ser a frente, parte da área do lote da fazenda se estende do lado direito , seguindo a estrada) e já sabia que se tratava de aventureiros (devem estar acostumados com eles todos os fins de semana).

Começamo a fazer a trilha (bem simples) e esperávamos uma verdadeira legião de farofeiros, pela facilidade de acesso na cachoeira. A nossa surpresa foi encontrar apenas 2 pessoas (dois nativos da região) lá.

Cachoeira da Toca

Possui um poço agradável, de cerca de 10 metros [verificar dado] de comprimento e 7 metros de altura [verificar dado]. Começa raso e vai se aprofundando aos poucos. Quando chega próximo a cachoeira se aprofunda rapidamente, no entanto. O chão do poço é do tipo cascalho e tem poucas pedras em toda sua área. Dá pra apreciar a cachoeira em pedras do lado esquerdo do poço e também dá pra ficar debaixo da cachoeira (existem algumas pedrinhas pra se escorar). De acordo com os nativos, o poço tem 12 metros de profundidade (medidos pelos bombeiros) mas eu, particularmente acho que não chega a tanto, devido a extensão pequena-media do poço. Diria uns 6 metros de profundidade.

Cachoeira da Toca – com vazão média (mês de Abril)

De acordo com os nativos, mutia gente pula lá de cima dela (o que eu achei uma loucura) mas depois da viagem, uma rápida busca no youtube provou ser verdade que alguns loucos o fazem. (então deve ser um bocado profundo mesmo, o poço).

Próxima visita
Ficamos ali cerca de um hora, agora em direção a Biribiri, cidade/vilarejo próxima a Diamantina, onde iríamos visitar outras duas cachoeiras. Em 14 minutos chegamos ao trevo de Biribiri, e em mais 6 entramos na estrada de terra.

A estrada é mediana, não é de todo boa, mas também não é terrível. Até a Cachoeira Cristais são 11km e fizemos uma média de 1km/min. Chegando ao fim da linha aparece uma barraca com dois seguranças ali. A cachoeira não fica aberta sempre. A trilha para chegar a cachoeira também é muito rápida, sem nenhum problema. Destaque para a ponte que se atravessa até chegar a ela. Ponte bacana pelo visual e pela paisagem que oferece.

Vista da Ponte no começo da trilha para a Cachoeira dos Cristais

Dessa vez a quantidade de farofa já era um pouco maior. Devia haver umas 15 pessoas na cachoeira.

Cachoeira Cristais
A Cachoeira Cristais é bonita, é baixa, mas larga, faz um paredão legal sobre seu poço. A entrada na água é do tipo “pule”. Não tem um poço rasinho pra entrar. Tem que entrar mais ou menos de uma vez. A queda possui uma negativa em quase toda sua extensão, possibilitando ficar atrás dela, bem legal.

Cachoeira dos Cristais – perfil

A vista de cima é bem legal também. Tiramos bastantes fotos na pedrona alta que fica em cima dela. Outra peculiaridade da cachoeira é como a água escoa até a queda. Ela se concentra em um fiapo de água (riozinho bonito) e de repente cai na parede, formando o paredão.

Pena que só tivemos 40 minutos pra ficar ali, (16:40) hora em que um policial veio nos “escoltar”. O parque estava fechando. (as 17 horas fecha). Fomos os últimos a sair e o carro da polícia nos seguiu até a porteira que dava acesso a cachoeira (cerca de 2km). Perguntamos onde ficava o acampamento de Biribiri mas o policial foi um pouco hostil: disse que não era possível acampar ali.

Entre ser algemado ou aceitar a palavra do policial, continuamos de volta a Diamantina, sem esperanças de conhecer a Cachoeira Sentinela.

Mas então descobrimos que ela ficava depois da porteira, um ponto em que o policial não estava mais seguindo a gente ^^. Vimos que havia cerca de 3 carros parados um pouco a esquerda da pista e deduzimos que se tratava da 3a. cachoeira.

Cachoeira Sentinela
Por “sorte” era uma cachoeira bem menor, então não ficamos com raiva por termos tido pouco tempo de vê-la.

A cachoeira Sentinela é uma quedinha bem simples, praticamente não tem poço pra nadar. É do tipo cachoeira pra tirar 1 foto apenas e tchau. (Ainda bem, porque se não ia me dar vontade de nadar as 17:30, sem sol, ia ser osso).

Cachoeira Sentinela
Parece uma arquibancada com água

Cumprida a missão do dia, fomos para a missão que era pra ser a mais fácil (mas não foi mesmo): procurar o camping São Pedro.

Ao chegar em Diamantina já havíamos perguntado um pouco sobre esse Camping, mas ninguém parecia conhecê-lo. Agora de noite, pensávamos que íamos ter mais sorte.. mas assim não foi! Aboslutamente nenhuma pessoa conseguiu dizer onde ficava o tal camping. Só conseguiam nos explicar onde ficava o tal do Camping Tijuco. Porém, esse que todos comentavam era na verdade um campo de futebol que virava camping, porém, apenas no carnaval! (foi o que nos disseram). Passamos várias e várias vezes em frente a ele (realmente estava fechado) em busca do Camping São Pedro (o desejado).

Chegamos a achar que São Pedro era um mito (assim como algumas cachoeiras que buscamos) ao constatar que ninguém sabia mostrar o caminho.

Perto do Mercado Central da cidade, finalmente alguém conseguiu nos dizer onde ficava e nos disse para virarmos ali e ali e ali. Duas coisas estranhas em relação aos Diamantineses:

-Eles parecem não saber o que é direita e esquerda. (eles não entendiam quando nos referíamos aos lados dessa forma)
-Eles não possuem a palavra Camping em seu dicionário. Quando falávamos “Camping” eles repetiam: “Campo”??

Apesar desses contratempos seguimos a direção que nos haviam dado. Ficamos felizes porque finalmente tínhamos entrado numa rua mais deserta (que era o que o mapa parecia “dizer”). Porém, a rua começou a ficar bem estranha, porque começou a ficar muito deserta e começou a subir muito, muito mesmo..

Já eram umas 8 da noite e estava bem escuro. Confesso que eu ali, vendo meu amigo Wiliam dirigir (e o Fredão atrás com o outro carro e mais galera) pensei que tinhamos entrado numa cilada. Não havia como dar meia volta nem nada. O jeito era continuar subindo naquela estradinha sem luzes nem nada!!

Finalmente chegamos lá em cima, pra descobrir que tinhamos chegado no mirante principal da cidade. Na cruz que dava pra ver láaaa de baixo! Ok… chegamos a conclusão que os Diamantineses não sabem como nos guiar!

Vista da cidade desde o Mirante
(Cruz) de Diamantina

Depois de muitas fotos e risadas lá do mirante (detalhe: O GPS do nosso amigo Xalaska, no meio da “jornada” para o mirante perdeu os sentidos o que aumentou nosso temor… só quando chegamos a cruz ele disse: “Olha , o GPS voltou!”. Não tínhamos achado São Pedro mas achamos a cruz!) voltamos para Diamantina, hehe.

Já quase desistindo de São Pedro, não sei porque alguém falou a palavra “telefone”. Foi quando Wiliam disse: “Nossa! É mesmo!!! Eu tenho o telefone do Camping”. Parece piada né? hahaha
Mas assim foi. Ligamos e fomos atendidos pelo dono do local que nos informou como chegar lá (sem conseguir falar direita ou esquerda). Disse que era perto da fábrica.

Bem.. após mais uns 20 minutos errando caminhos (apesar de já saber onde era) finalmente chegamos ao Camping São Pedro e descobrimos porque pouca gente o conhece. É porque o camping, na verdade, é uma chácara! Chegamos lá , o lugar realmente ótimo e estava vazio.

Camping São Pedro – Jardim

Montamos a barraca já de noite e dormimos bem felizes depois de tanta luta pra chegar no local!

Camping São Pedro
O Camping São Pedro vale a pena porque:

  • Pagamos apenas 10 reais.
  • Como se trata de uma chácara, é bem caseiro, pessoal hospitaleiro e tem boa segurança (cercado).
  • Com banho quente (muito bom!)
  • Boa área de camping (cabe umas 4 barracas no melhor local) (frente da chácara).
Jardim do Camping São Pedro

Pontos negativos:

  • A água disponível não é bem potável, como diz nos sites. Como vem direto do rio, vem meio amarela e com coisinhas.. só fervendo pra usar.

Mas com cansaço toda sombra, grama fofa e água fresca é bem vinda pra aproveitar bem o próximo dia!

Dicas:
  • para Biribiri a estrada de terra tem o estado de conservação médio.
  • A Cachoeira de Cristais fica aberta até as 17:00. Fique de olho!
  • Não se paga para entrar nas Cachoeiras próximas a Diamantina
  • Se for no Camping São Pedro, anote o telefone do local, pois vai precisar pra saber as coordenadas exatas (os moradores não conhecem muito).
Resources:

Referências (Camping São Pedro)
http://www.ferias.tur.br/empresa/5556/campingsaopedro/
http://www.diamantina.com.br/index.cfm?link=camping.cfm

Fotos
Mais Fotos aqui.

Vídeos
Cachoeira Sentinela
Cachoeira dos Cristais
Cachoeira da Toca

[em construção - em breve mais vídeos no Youtube]

Mapa:

View Larger Map
Visualizar Cachoeiras de Diamantina em um mapa maior



Próximos Posts
Abril 4, 2009, 6:52 pm
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Próxima viagem (e post) prevista: 18 a 21 de abril. Aguardem.

(+ 2: 1o. de Maio, aguardem).



Circuito Gaviões – Congonhas – Andorinhas
Março 25, 2009, 3:31 pm
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[em construção]

Destinos: Cachoeira Gaviões + Congonhas + Andorinhas
Ponto Inicial: PousadaFazenda do Engenho
Distância Aproximada : 9,05 km (ida)
Cachoeiras alcançadas (total) : 3
Altitude Inicial : [verificar]m
Altitude Final : [verificar]
Altitude Máxima no percurso : = ~[verificar]
Variação de Altitude da trilha : =~ [verificar]
Passagens pela água : Sim (fácil)
Trilha bem demarcada : Médio
Perigo de perder : Sim
Dificuldade : Média/Difícil
Desbravadores: Bill J e Diego

No segundo dia da Caça entitulada “Em Busca da Cachoeira Fantasma” , fizemos um passeio com poucas chances de dar errado, mas com dificuldades físicas (bem pesado).

O roteiro desta trilha foi o seguinte:

Primeira parada Rápida : Cachoeira de Gaviões
Segunda parada: Cachoeira de Congonhas
Terceira parada: Cachoeira de Andorinhas

Informações Iniciais

Antes de começar a trilha, perguntamos na famosa pousada (último ponto de contato entre a civilização e a trilha do Travessão) como se chegava a cachoeira Congonhas.

Lá nos informaram que, seguindo, inicialmente, pela trilha Andorinhas/Gaviões, devia-se virar a esquerda, assim que possível para ir a Congonhas. Isso nos levou a pensar que tal conversão a esquerda era a tal bifurcação traiçoeira na primeira parte da trilha.

Início da trilha – gás total
Começamos a caminhada as 10 da manhã em ponto. Não quisemos acreditar que a trilha para Congonhas era a tal bifurcação e assim, continuamos reto. Depois de cerca de 45 minutos de caminhada encontramos uma trilha menos pisada a esquerda (bifurcação em Y) e acreditamos que fosse aquela. De acordo com o atendente da Pousada, não passaríamos por Gaviões.

Bifurcação Traiçoeira – visão de quem está indo. Siga reto!

A trilha não estava muito boa mas ainda assim seguimos um tempo. Daí, alcançamos um casal que ia na mesma direção (eles haviam passado por nós um pouco antes, de bicicleta). Avistando-os, demos uma corrida pra perguntar a eles se estávamos no caminho certo.

Trilha Direta ou Trilha Alternativa
O cara rapidamente nos informou que nós éramos “loucos” por querer ir a Congonhas. Segundo ele, COngonhas ficava a aproximadamente 7kms de desde Gaviões! Se ele estivesse certo, a chance de fracassar com Congonhas era grande. Mas não era isso que o nosso mapa e instinto diziam.

De toda forma, ele disse que a trilha não era por ali. Segundo ele a única trilha possível era realmente por Gaviões (começando por Gaviões). Isso contrariava o que o homem da Pousada dizia. Mas.. como no momento não tinhamos mais onde nos escorar, aceitamos a observação dele. Também o ajudamos informando que Andorinhas se encontrava pela trilha principal, trilha essa que eles não haviam seguido (também estavam perdidos).

Voltamos juntos para a trilha principal papeando um pouco e trocando informações sobre pontos ainda desconhecidos por nós. Quando avistamos o rio do nosso lado direito, o casal seguiu por ele, talvez para procurar a trilha de Andorinhas pelo leito do rio (ou não). (A trilha ficava, na verdade, um pouco mais adiante).

Wiliam e eu continuamos sem maiores problemas pela trilha principal chegando facilmente em Gaviões, após 1h 35 min de trilha. A cachoeira ainda estava deserta. Descansamos cerca de 5 minutos (pequena nadada) e começamos a caça por Congonhas.

Perfil da Cachoeira de Gaviões -
Sem molhar, pela trilha de pedras à esquerda

Início da Trilha à Congonhas – via Leito de Gaviões
Dá pra chegar na queda de Gaviões pela parte esquerda do leito (há um espaço pra se passar entre as pedras facilmente). Logo, sobre Gaviões, você encontrar a segunda queda que é bonitinha também. Durante toda subida até Congonhas se é recompensado pela vista e por inúmeros pocinhos pra se nadar.

Só que, como não sabíamos a dimensão da trilha, não paramos em nenhum poço. Foi uma caça direta, sem paradas.

Quedas Intermedíarias de Gaviões
No início da caminhada para Cachoeira Congonhas

A parte mais difícil da “trilha” – que não é efetivamente uma trilha, porque sobe-se todo o tempo pelo leito do rio, sobre as pedras – é ainda no começo da subida (em direção ao paredão de Gaviões), onde há lugares que deve-se pensar bem que lugar subir.. – uma leve escalada digamos assim.

Após alcançado o paredão de Gaviões, segue-se sempre pelo leito, sem problemas. Pode haver problemas, claro, se começar a chover, o que, segundo Murphy, era o nosso caso, hehe.

Fomos bem rápido. Sem parar, alcançamos a Cachoeira de Congonhas em 50 minutos.

O Paredão de Gaviões
A partir desse ponto a trilha sobre pedras é fácil

Cachoeira de Congonhas
A Cachoeira de Congonhas deve ter por volta de 12 metros [verificar dado] e tem uma queda bem dispersa (uma certa semelhança a Farofa). O poço, como em Gaviões, é muito amigável (poucas pedras) mas afunda rapidamente. Por ser uma Cachoeira em cima da montanha, é fácil se infiltrar pelas laterais dela. Na verdade é fácil se infiltrar pelo lado esquerdo dela, onde há pedras para andar e pouco mato (por ser lá no alto, há menos mato, o que facilita o caminhar). Do lado direito existe um paredão que acompanha até chegar a queda.

Cachoeira de Congonhas
Queda com água bem distribuída

É possível continuar subindo pelo leito do rio, mas não conseguimos fazer isso porque após apenas 15 minutos olhando a nova conquista, gotas começaram a sair do céu – para nosso desespero.

Pegamos nossas coisas e começamos a descer – rápido.

Dificuldades da Trilha Congonhas – Gaviões
O problema em trilhas sobre pedras é que correr não é uma tarefa muito fácil , imagine com as pedras molhadas pela chuva que se iniciava. Tombos na certa, foi o que tivemos.

Por sorte, após 10 minutos descida, a chuva parou (se não parasse era grande a chance de ficarmos presos na parte dificil da trilha – quando encontraríamos o paredão e é preciso a ajuda das mãos pra descer).

Queda em 45 graus
Um pouquinho abaixo da Cachoeira de Congonhas

Murphy nos abandonou um pouco, no entanto e chegamos bem rápido em Gaviões. (50 minutos cravados na descida, levando em consideração que estávamos bem cansados, com sede e com pedras molhadas, a descida foi a jato).

Chegando lá, a idéia era descansar em Gaviões e voltar pra casa, porque não tinhamos muito tempo nem muito pé. Mas por termos conseguido um tempo tão bom na descida, decidimos que ainda era possível realizar mais uma conquista: Andorinhas!

Sabíamos que a trilha não era difícil. É que apenas não tinhamos muito tempo pra fazê-la. E o gás começava a se esgotar. Whatever, fomos! (esse é o espírito de caça!)

Trilha Gaviões – Andorinhas
Pra chegar em Andorinhas a partir de Gaviões é só começar a voltar a trilha original sempre de olho no paredão de Andorinhas a esquerda. Uma trilha aparece a esquerda quase perpendicular ao rio. Deve-se atravessar o rio (molhar) pra chegar do outro lado (não existe uma trilha seca, ao que parece (não encontramos)). Mas molha-se só até o joelho. É bom tomar cuidado com os tombos! heheheh.

Passando o rio, existe uma trilha até o começo do paredão Andorinhas: cerca de uns 3 minutos apenas. Depois disso deve-se acompanhar o leito do rio (não tem erro). Diferentemente de Gaviões, pra chegar na queda de Andorinhas, existe um pedacinho de trilha sobre pedras, o que deixa a chegada a Andorinhas um pouco mais demorada. Não é difícil -pra nós foi um pouco desgastante porque estávamos cansados e não esperávamos por essa surpresinha matadora final. Demoramos 55 minutos de Gaviões até Andorinhas (pensávamos que fosse menos, é certo).

Trilha sobre pedras pra chegar a Andorinhas
(Cachoeira ao fundo)

Cachoeira de Andorinhas
A Cachoeira de Andorinhas é bonita e seu poço é bem “presente”. A cachoeira é formada por duas quedas (pelo menos as mais visíveis desde o poço principal). Talvez seja a mesma altura de Gaviões (uns 10 a 15 metros) [verificar dado]. E depois uma segunda queda menor de uns 5 metros.

O Poço
Dos poços visitados nesse dia trata-se do poço mais “inóspito”. Ele não oferece uma recepção fácil para suas águas. É poço daquele tipo que você está numa pedrinha e tem que pular (não dá pra entrar aos poucos). O poço é bastante profundo e bem cheio de pedras. Deve-se ter cuidado ao pular (porque a tentação é grande). Num de meus pulos eu acabei tendo golpe de vista errado , no momento de subir da imersão, ralei meu joelho feio numa pedra que eu não havia visto (por sorte não bato a cabeça..).

Cachoeira de Andorinhas

A precaução então é olhar bastante antes de pular, ainda mais depois de um dia de chuva (que foi nosso caso) o que deixa a água bem turva disfarçando as pedras maliciosamente.

Dá pra ficar junto a queda, apesar que, pelo menos naquele dia, a água estava caindo bem forte, chegava a doer.

A Volta mortal
Agora… vida de caçador de cachoeiras não é fácil… o nosso destino foi traçado por nós. E a nossa decisão foi abrir mão da vida mansa de ficar deitado em Gaviões só pra conhecer Andorinhas. Ficamos só uns 20 minutos por ali. Recuperamos a energia e as águas (com fonte contaminada) e começamos o caminho de volta.

No começo da volta perdemos um pouco de tempo tentando achar uma trilha um pouco melhor entre Andorinhas e a trilha normal (pensávamos que havia outra) mas não.. não tinha.. Na volta dá pra se enganar um pouco, porque o leito fica bem disperso e dá margem pra ir pra lugares “sem saída”. É aconselhável ficar sempre mais a direita (pra aquele que está de costas pra cachoeira) pra chegar perpendicularmente ao leito do rio que tem que se atravessar.

Dificuldade da Trilha Andorinhas
Como nós saimos meio tortos, acabamos chutando o balde (estávamos muito cansados) e passando pelo leito num lugar mais dificinho e achando na marra a trilha principal (que tínhamos errado um pouco). Achamos fácil. A partir daí, a trilha não tinha mais surpresas pra gente. Apenas chão mesmo.

Volta forte
Não cronometrei o tempo de volta, mas voltamos num passo realmente forte. Não paramos em nenhum local e não cometemos nenhum erro. Mas é certo que, os últimos 2km, como já sabido, foram quase mortais, hehuaeh. Cheguei minguado e sem pernas na famosa Fazenda do Engenho. No último km eu me lembro bem que mal conseguia conversar com Wiliam.. foi só mesmo na Coca-Cola que eu pude voltar a sorrir e curtir as fotos que tinhamos tirado.

A Caça desse dia foi estonteante e inesquecível. Uma das mais pesadas que já realizei até hoje.

Trilha Principal para Cachoeira Congonhas existe!
Obs: Uma semana depois dessa viagem, nosso amigo Fábio, grande desbravador retornou a Gaviões + Congonhas constatando que existe sim uma trilha direta para Congonhas, como nos havia dito o dono da Pousada. Ao que parece, era a trilha onde estava o casal que subestimou nosso trabalho neste dia de caça narrado aqui. É uma entrada para esquerda e não se trata da bifurcação traiçoeira. Segue a foto da trilha vista a partir da trilha principal para Gaviões.

Trilha principal para Congonhas

[em construção]

Resources:

Distâncias:
3.5 milhas (5,6km) (primeira parte da trilha)
0,26 milhas (418m)(bifurcacação andorinhas gavioes)
0,88 milhas (1,41km) (de gavioes a congonhas)
0,14 milhas (225m) (trilha para andorinhas)

Fotos:
aqui
[em construção]



Cascatinha do Caraça
Fevereiro 10, 2009, 5:29 pm
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Destino: Cascatinha do Caraça
Distância Aproximada : 2,00 KM (ida)
Cachoeiras no caminho : Não
Altitude Inicial : 1297m
Altitude Final : ?
Altitude Máxima no percurso : ?m
Variação de Altitude da trilha : =~ ?m
Passagens pela água : Não
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : Não
Dificuldade : Baixa

Esse é o primeiro destino desbravado do famoso Parque do Caraça. Tal parque, localizado a apenas 100 km de BH esconde uma beleza e paz impressionantes. O acesso ao parque não é tão simples: Não existem ônibus diretos para lá. Para chegar lá é preciso ir de carro ou pagar um carro particular até a entrada do parque. Até o momento da escrita deste post, um carro particular saia, de desde Barão de Cocais (cidade próxima) por volta de 40 reais, incluindo a entrada ao parque.

O preço da entrada de um automóvel no parque (por ora é de R$10,00).

Chegamos ao parque por volta das 17 horas. A entrada do parque é um portão onde se lê “Santuário Colégio do Caraça Parque Nacional do Caraça IBDF/PBCM”, onde-se paga a entrada.

Entrada do Parque do Caraça

Ficamos numa pousada chamada “Engenho de Minas”. A entrada da pousada fica logo no início do parque, onde-se entra numa estrada de terra tranquila, a direita. Cerca de 1km de estrada de Terra. A pousada é muito barata e de excelentes condições. São acomodações simples (quarto com banheiro, mas sem tv’s, geladeiras ou ar condicionado). Coisas realmente dispensáveis para o local.

A água do chuveiro é muito quente (excelente) e há uma geladeira comunitária que pode ser usada pelos hóspedes. O café da manhã é muito bom (e variado) não deixando nada a desejar. Até o momento deste post, a diária era de R$32,50.

A pousada mais famosa, no entanto, fica no próprio Santuário (onde é realizada a Missa diária, onde está o antigo colégio e onde o lobo vai se alimentar).

Fazenda do Engenho, vista da Entrada do Parque (no meio do nada)

Fomos jantar cedo, uma vez que não existem opções de janta dentro do Parque. A única opção é o jantar no próprio Santuário: você deve comprar uma fichinha algum tempo antes do início da janta (que é as 18). O jantar termina religiosamente (literalmente) as 19:30. Isso porque as 20 é hora da missa e o jantar deve terminar antes do início da missa.

No Santuário é possível visitar a Lojinha que vende pequenas lembranças do local, fica aberto até as 17:30.

Biblioteca Restaurada, em frente ao Santuário

No começo da noite, entra em cena uma das maiores atrações do local: O Lobo-Guará. Confesso que não acreditei que o Lobo viria naquela noite, porque devia haver umas 30 pessoas no Adro (pátio) da igreja, ou seja, havia muito barulho. Eu duvidei que o Lobo viesse mesmo com a multidão.

De repente, enquanto eu tirava algumas fotos dentro do Santuário, percebi que as pessoas se amontoaram na varanda da Igreja. Só podia ser uma coisa.

O lobo estava rondando la embaixo, onde fica o estacionamento, já se preparando para subir até o pátio. Nesse momento, um dos porteiros do Santuário pede silêncio e avisa que o Lobo só subirá caso as pessoas permanecessem em silêncio (e não tirassem fotos com flash). Só então, o porteiro colocou um tabuleiro no chão, cheio de carne.

O lobo, com o silêncio, subiu, bem desconfiado, mas subiu, olhando para os lados, meio temeroso. Cheirou rapidamente o tabuleiro, mas foi espantado por algumas fotos com flash (sempre tem alguém que não respeita).

Pessoal no Adro da Igreja, a espera do Lobo (Tabuleiro no chão com carne)

O Porteiro repetiu as “instruções” e pouco depois o lobo voltou a subir. Dessa vez , ele não só cheirou como começou a comer toda a carne. Foram cerca de 7 minutos observando o show: O Lobo-Guará comia a carne sem se importar com os sussurros ou com a quantidade de flashes que se sequenciavam.

Provavelmente o Lobo já está acostumado com a fama, apesar de a cada mordida olhar para os lados para ver se nada de errado estava acontecendo. O tamanho do Lobo impressiona, não é um mero cãozinho, é um cão e tanto.

Depois de quase terminada a carne, aquele lobo se vai, o macho. Isso um pouco antes da missa. Terminada a missa, o barzinho do Santuário abre vendendo bebidas desde refrigerantes e sucos até cervejas e vinho. Tradicional que as pessoas levem vinhos para a cidade para assistir o lobo. Além do barzinho (que é uma portinha aberta dentro do Santuário) servem também pipoca e o tradicional chá (que tem sem açúcar e com açúcar) sem precisar pagar nada.

O chá e a pipoca ajudam a esperar o lobo – dessa vez a fêmea – que vem um pouco depois do lobo macho. Esperamos até as 21:15, mas o lobo não havia chegado, apesar dos moradores do local garantirem que o segundo lobo apareceria. Tiramos mais algumas fotos mas não esperamos o lobo fêmea aparecer.

Voltamos em paz para a Fazenda do Engenho onde o silêncio depois das 22 reina absoluto. Acordamos cedo e fomos ainda premiados com um super café da manhã, com direito a frutas, sucos naturais, pão de queijo, chá, café, Toddy, ovos, salsichas etc.

As 9 e 30 da manhã estávamos novamente no santuário para iniciar a trilha.


A trilha para a Cascatinha é muito fácil e rápida. Como estávamos participando de um Trekking, não podíamos parar muito tempo. Para chegar a Cascatinha basta seguir por cerca de 2km na trilha principal.

A água da cascata é muito gelada (mesmo no verão!) – como comparação, digamos que ela é tão gelada quanto a água da cachoeira farofa no inverno. Não dá pra ficar muito tempo dentro da água. A água é bem marrom, devido a XXX e limpa. Não temos informações se a água é boa para beber. Em todo caso, não consumimos nada da água.

Cascatinha – Cerca de 15 metros de quedas e logo mais uns 10 metros (mais abaixo)

Além da Cascatinha, há poucos kms (a verificar) de distância existe uma grande pedra de onde se pode ter uma das melhores vistas (de fácil acesso) do local. Infelizmente, ao chegar nessa pedra chovia torrencialmente e foi difícil registrar o momento e a paisagem em geral. Mas “A Pedra” é igualmente imperdível.

Vista da Pedra, no meio da Trilha
Dicas:
  • O Parque do Caraça é de fácil acesso, mas não existem ônibus ou conduções baratas que levem até lá. O recomendado é ir de carro.
  • A entrada e a estadia são muito baratas. O gasto geral é baixo.
  • Não existem vendas ou restaurantes no local. Existe apenas um lugar para almoço e janta com horários determinados. Fique de olho! (12:00 as 14:00 – almoço, 18:00 as 19:30 – janta)
  • O lobo visita o Adro (pátio da igreja) todos os dias, mais ou menos as 20:00 (não tem horário certo)
  • A cascatinha e a Cascatona são de fácil acesso. (trilhas consideras fáceis).
  • É possível fazer a trilha da Cascatinha e da Cascatona em apenas um dia (mas com um carro pra se locomover entre as trilhas).
  • Existem trilhas para o alto das montanhas (mais complicadas e exigem guia) (ainda não desbravadas)

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Fotos:
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Trilha Blair – Farofa por Cima

Início : Parque Nacional – Entrada do Vale Travessão
Destino: Cachoeira do Valente
Distância Aproximada : 14 KM ?
Cachoeiras no caminho : Não
Altitude Inicial : 802m
Altitude Final : 1207m
Altitude Máxima no percurso : 1240m
Variação de Altitude da trilha : =~ 400m
Animais encontrados pelo caminho : abelhas cachorras, marimbondos, carrapatos, cobras
Passagens pela água : 2
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : não
Dificuldade : Média

Começamos a trilha pelo km XXX da MG XXX ainda cedo. Chegamos por volta de 7 da manhã na estrada de terra. O início foi marcado por um tico de apreensão uma vez que não sabíamos se conseguiríamos não sermos barrados já de cara pelos guardas do Parque Nacional. Informando-nos com os moradores locais, descobrimos que naquele fim de semana comum, a entrada 2 do parque não estava sendo vigiada.

Assim, continuamos pela estrada de terra até chegar à Pousada XXX, que fica quase em cima da porteira de entrada do Parque Nacional XXXFOTO.

Na volta, descobrimos que era possível continuar com o carro um pouco mais, o que já seria uma ajuda para a volta, uma vez que a pousada fica numa bela descida (subida na volta). Porém, deixamos o carro ali e descemos o começo da trilha (mais ou menos 815 metros até o primeiro cruze de rio pela casa velha).

Continuamos tranquilos pelo começo da trilha até encontrar a Casa Velha 2, que fica na encosta do rio, com uma entrada fácil por ela. Importante salientar que atravessamos o rio na época mais seca do ano (não sabemos se em época de cheia fica dificil atravessar). Molhamos os pés apenas até o calcanhar e seguimos caminho, agora situados a direita do leito do rio, se considerarmos sentido de ida.

Aqui começa a parte 2 da trilha. Antes de começar a subir

Aqui começa a parte 2 da trilha. Antes de começar a subir

Ficamos ali meio apreensivos nesses 1500 metros após o rio, sem saber onde exatamente começaríamos a subir a montanha. Mas continuamos seguindo mais ou menos a linha do rio, passando por uma pequena floresta, logo encontrando uma clareira e finalmente encontrando uma trilha que começava a se delinear para a direita.

Desde a pousada até o início da subida da montanha são 2,3 km. Do início da montanha até o fim da trilha eram aproximadamente 4,0 km (um pouco mais).

Daí consideramos que a trilha realmente havia começado. Com o peso nas costas, percebemos que o que se leva nela é um tópico muito importante a ser pensado para uma trilha desse calibre. Não se trata de uma trilha difícil, mas debaixo do sol e com uma subida total de 400 metros, o peso passa a ter influência decisiva no gás da turma.

A trilha não possui atrativo eólico, isto é: espere muito calor. Uma vez que a trilha fica exatamente no vale entre duas montanhas, o vento é praticamente nulo (acho que foi nulo, hehe). Até o fim da subida são XXX kms e não espere muito a companhia da água. Você verá água em apenas 3 pontos da trilha. Uma vez no início da subida. Uma segunda vez quase no fim da subida (meio da trilha) e finalmente, nas quedas da cachoeira.

Não é recomendado utilizar a água da trilha para hidratação. Infelizmente a água desse local é conhecida por sua contaminação por vermes.

Apesar disso, nós não seguimos a recomendação. Levamos pouca água (e muito peso) e tivemos que apelar pra água “contaminada”. Não morremos, tanto que estou postando aqui, mas tomamos alguns vermífugos na volta (espero tê-los matado).

A trilha continua mais amena após essa pior parte. Em alguns momentos a trilha se bifurca e isso pode causar confusão. No entanto, todas as bifurcações sempre se encontram novamente um pouco mais adiante.

Continuamos com muita sede até encontrar água. Dessa vez, do leito principal da cachoeira da Farofa.

Quando se chega ao fim da subida o alívio é bom.

A subida continua pouco, mas bem menos inclinada. Chega-se assim no pico de um morro (sem perceber) e vê-se uma cachoeira (provavelmente a 2a. das 7 quedas). O acesso a cachoeira é dificil com mochila nas costas, então deixamos as mochilas um pouco mais no alto.

Aqui é , realmente, o fim da subida.

Aquela mata toda é a água da Farofa no.2 que faz

Tivemos que passar no mato até alcançar a cachoeira que deve ter por volta de 15 metros de altura e um poço bem estreito e fundo. A cachoeira fica bem apertada entre o pequeno morro e a chance de encontrar cobras , digamos, não é baixa.

A água é fria, mas podemos nadar um pouco ao menos. É possível subir nas pedras lateriais da direita da cachoeira, o que dá uma vista legal. E foi lá que eu esbarrei com uma cobra de quase 2 metros. Não foi muito agradável, hehe. Mas por sorte ela apenas se afastou.. depois disso resolvi não me adentrar muito no mato.

Saindo de lá, seguimos a trilha, que ia em direção as próximas quedas de farofa. Chega-se facilmente até a 2a. queda na parte de cima. Essa queda já é bem mais alta e daí já é possível enxergar as próximas quedas. O nosso plano era descer Farofa com as mochilas. Porém não encontramos nenhuma trilha viável. Só havia pedras e nenhum caminho que fosse possível descer.

Queríamos continuar até tentar encontrar Taioba, porém, não havia mais trilhas e encarar o mato com chances de esbarrar com cobras não nos aminou a continuar.

O mato não é alto: deve bater uns 10 centímetros na canela, mas é um altura suficiente pra não se saber exatamente no que se está pisando. Desistimos, assim, de continuar e fizemos a trilha de volta.

As 17:15 estávamos praticamente no fim da trilha la embaixo, sedentos e bem cansados, quando percebemos que estávamos perdidos. Não nos lembrávamos daquela parte com água e assim começamos a subir em busca do nosso erro. Depois de praticamente 40 minutos de subida, sem sucesso, não conseguimos nenhuma bifurcação no qual poderíamos ter nos equivocado.

O desespero bateu um pouco quando não tinhamos mais água (e sabiamos que estávamos longe dela) e o sol estava se escondendo atrás da montanha. Com um dos meus amigos com muita dor na perna, resolvi correr.

Larguei minhas mochilas e comecei a correr ladeira acima: precisava encontrar água. (eu tinah certeza que faltava pouco pra encontrar água.. se é que não tinhamos errado também o caminho de subida).

Quando eram 17:45, encontrei a água parada (não era água ideal, mas era melhor que morrer de sede).

Voltei com um sorriso (seco) pra avisar meus amigos (Bill e Fredão). Não iamos conseguir descer a tempo, mas íamos conseguir sobreviver, hehehe.

Voltamos com toda a bagagem e bebemos muita água (nosso prêmio). Sem muitas opções de o que fazer, resolvemos com os ultimos minutos de sol tentar descer sem a bagagem pra pelo menos tentar descobrir o nosso erro. Descemos apenas com comida e lanterna (Bill e eu), enquanto Fred ficou descansando com o resto da bagagem do lado da água.

Descemos sempre nos separando em todas as bifurcacções possíveis e confirmamos que todas elas sempre se encontravam mais adiante. Depois de mais ou menos meia hora de descida (descemos bem rápido) chegamos ao mesmo ponto em que achávamos que havíamos errado. Continuamos com o último filete de luz que nos sobrava do sol. Depois de mais 15 minutos de caminhada , confirmamos. Estivemos sempre no caminho certo! Mas agora era tarde pra descobrir isso.

Quando ficamos aliviados por ao menos saber que não estávamos perdidos começamos a subida de volta para o nosso “acampamento”. Quando voltamos, vimos Fred já com a barraca montada, (sobre pedras e mato) (não há lugar para se acampar la em cima!). Chegamos ao camping por volta de 19:30.

Não tinha levado colchão, assim que passei uma noite do capeta, dormindo sobre 3 pedras pontudas. Mas consegui cochilar.

Não ousamos fazer fogueira porque havia mato por todos os cantos e o pior: mato relativamente seco, o que faria muito arriscado acender uma fogueira e causar um super incêndio fora da lei.

Não escutamos barulhos estranhos e nem nos deparamos com animais de grande porte (felizmente). Apesar das pedras, a noite fluiu tranquila. (acho que o som do meu celular ajudou a amenizar a escuridão e o silêncio absoluto).

O outro dia amanheceu ensolarado. O sol saiu mais ou menos as 8:30 de trás da montanha atrás da Farofa No. 1.

Certos de nosso caminho certos, desmontamos a barraca e descemos toda a trilha.

O fim da trilha (depois de atravessar o leito do rio la embaixo) foi especialmente desgastante. Parecia que não chegava nunca. Confesso que sonhei como nunca com uma Coca cheia de gás, e foi isso que fiz quando cheguei ao carro. Desci até a pousada onde havíamos parado o carro e pedi:

“Me vê a coca mais gelada que você tiver”.

Não tivemos ânimos de procurar outra cachoeira (ainda nos sobrava tempo). É porque não nos sobrou perna pra isso. Mas nos sobrou uma bela história pra contar e uma trilha inesquecível nessa Caça as Cachoeiras

Tópicos Importantes:
-Importante perguntar aos moradores se o Parque Nacional está de guarda. (só se pode ir com guia, se for o caso)
-O carro pode entrar no Parque, até uns 200 metros para frente (ajuda um pouco).
-O início da trilha não é bem demarcado. Deve-se seguir adiante (paralelo ao leito do rio) por 500 metros. mais ou menos. Logo a trilha começa a aparecer.

Mapa:

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Expedição Primeira
Maio 17, 2008, 4:15 am
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Iremos fazer uma breve narração das 3 primeiras expedições, uma vez que elas não foram catalogadas. A memória e as fotos são as únicas fontes das lembranças.

Destinos:
-Conceição do Mato Dentro
-Tabuleiro

Cachoeiras conhecidas (2)
-Tabuleiro
-3 Barras

Na época o time era formado por:
-Diegobs, Fábio, Saman (em memória), sua namorada (em memória²), Xalaska (em memória).

Veículo: Fiat Uno Branco.

Dia 1

No primeiro dia chegamos a Conceição do Mato Dentro, conhecendo a cachoeira de 3 Barras. Algumas fotos se encontram a seguir:

Na frente do Poço_Diegobs pronto pra nadar_3 Barras vista de cima

No fim do primeiro dia tivemos que procurar uma pousada, devido a uma chuva que nos pegou de surpresa, não após quase termos ficado um pouco atolados na subida-volta pra estrada, desde 3 Barras (estrada nível médio (para um Uno-Mille).

Ficamos na Pousada da Ubaldina, opção barata praqueles que não estão querendo tanto conforto assim.

Pousada da Ubaldina
Vista da Pousada da Ubaldina

Preço: •••••
Comodidade: ••
Atendimento: ••••

Bebida alcóolica na região

Na noite de conceição você pode tomar o Caipirix, famosa bebida daregião:



Dia 2

No segundo dia, dia bom, fuimos em direção a Cachoeira de Tabuleiro.

Para chegar a cachoeira, é preciso passar pelo distrito de Tabuleiro (estrada de terra). A estrada de terra atualmente é bem sinalizada, porém as estradas não tem boas condições. Quando chove é praticamente impossível acessar com um carro popular.

Após a estrada de terra, para-se na entrada do Parque (A cachoeira é reserva natural) e deve-se enfrentar uma trilha de nível fácil-médio, com duração de 2 horas. Paga-se uma taxa para entrar na cachoeira (na época: R$5,00.

Fotos da cachoeira de Tabuleiro



Os Caçadores de Água
Maio 17, 2008, 3:26 am
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Os Caçadores de Água é o time formado pelos seguintes aventureiros:

Diego – nick : Diegobs. vulgo: Yogurt.

Fábio – nick : Fabão. vulgo: ________.

Frederico – nick : Fredão!. vulgo: ________.

William 0 nick: Billy J. vulgo:________

O objetivo deste blog é narrar as aventuras travadas por essa turma, em busca das Cachoeiras desse Brasil, enquanto elas existem. Além disso, tem o objetivo de catalogar as melhores cachoeiras desse país. Junte-se a nossa causa!