Os Caçadores de Água


Próxima Caça
Junho 2, 2009, 3:40 pm
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Roteiro Cachoeira do S / Cachoeira Taioba
Maio 18, 2009, 2:34 pm
Arquivado em: cachoeira, cachoeira do s, difícil, parque, serra do cipó, taioba, trilha
Objetivos: Cachoeira do S + Cachoeira Taioba
Ponto Inicial: Portaria Principal do Parque Estadual da Serra do Cipó
Distância Aproximada : 19km (total)
Cachoeiras alcançadas (total) : 3
Cachoeiras vistas (total): 4
Altitude Inicial : [verificar]
Altitude Máxima no percurso : [verificar]
Passagens obrigatórias pela água : Sim, até quase o joelho
Trilha bem demarcada : Não
Perigo de perder : Sim
Dificuldade : Difícil
Desbravadores: Diego, Fábio, Fred, Mel, Seu Raimundo, Xalaska, Wiliam

Saída BH – Sera doCipó
Saímos num horário bom. As 6:55 em direção ao Parque Estadual da Serra do Cipó. Porém, com uma defasagem muito grande. O Diário de Bordo, velho companheiro (caderno de anotações) eu esqueci no trabalho.

Em contrapartida, pela primeira vez fomos equipados com uma ferramenta super pra esse tipo de passeio: Primeiro GPS da turma!

Já acostumados com o caminho pra Serra do Cipó, chegamos numa boa na estrada de terra para o parque. Após aproximadamente 3kms chegamos no primeiro ponto que havíamos marcado no GPS: uma trilha alternativa para a Cachoeira do S que não exigia entrada no Parque. Porém, tal trilha se iniciava dentro de uma propriedade particular que, naquele momento, parecia deserta. Desistindo da idéia então, seguimos mais 200 metros em direção a entrada principal do Parque Estadual da Serra do Cipó.

A entrada do parque continua ainda no valor de R$3,00 por pessoa (muito barato). Pagamos entramos e fomos preencher a ficha obrigatória. Na ficha é preciso informar para qual “atrativo” você está indo. Atualmente, sem guia, só é realmente permitido ir a 2 deles: Cachoeira da Farofa e Canyon das Bandeirinhas – nenhum deles era o nosso destino.

Se quiser aventura, minta
Assim, tivemos que mentir: marquei o xizinho na Cachoeira da Farofa e fomos em direção a Cachoeira S.

Obs: Esse formulário é preenchido por segurança, pra que a portaria saiba onde você provavelmente estará, caso ocorra algum problema. Mas ninguém vai se certificar que realmente você foi fazer o passeio que falou que iria fazer. Mentir é feio, mas…

não temos muita alternativa nesse momento.. O preço do guia é caro e pagar pra ficar preso ao que o guia quer fazer, não é das melhores aventuras (mas não faça isso em casa!) Marquei o xizinho em “Farofa” e dissemos que as 17 estaríamos de volta…

Com o GPS em mãos, lá vamos nós. Nosso primeiro objetivo era alcançar a Cachoeira do S.

Trilha para S
A chegada até a Cachoeira é medianamente complicada. A trilha até quase lá é simples, só o finalzinho é que é meio cabuloso. mas comecemos do início:

Meio da trilha para Cachoeira do S
Subida mediana

No início deve-se começar pela mesma trilha que leva a Farofa, mas só o inicinho mesmo. Logo no início deve-se ficar atento para uma trilha que se inicia a direita (ver mapa), meio fraca, mas visível. Essa trilha é a que leva a Cachoeira do S e também à Lagoa Dourada (atualmente interditado para recuperação).

O começo da trilha é um pouco estranho, já no começo ela parece que acaba, mas seguir o instinto leva ao caminho correto (sempre há algum pedacinho de trilha). (Mas um GPS vem muito bem nessas horas).

Logo depois dessa parte se inicia uma subida (não muito longa) mas com a vantagem de que a trilha é muito bem demarcarda. Os pontos de referência são:

  • Encontro com uma trilha a diagonal direita (essa é a trilha que vem de fora do parque, a alternativa que cogitamos pegar).
  • Bifurcação, onde deve-se pegar a esquerda.

A trilha continua amena até o encontro da Cachoeira do Capão dos Palmitos. Essa cachoeira não estava marca no Google Earth e nem possuía nenhuma foto, coisa que teremos o prazer de fazer (veja em breve no Panoramio!! (fica próxima a Cachoeira do S))

Cachoeira do Capão dos Palmitos
É uma cachoeira pequena, do tipo corredeira (tipo 45 graus). Então fica difícil dizer qual é sua altura, porque é dificil dizer onde começa sua queda. Mas podemos chutar aí uns 20 metros de queda até o poço onde dá pra nadar. Trata-se de um poço raso e não muito gelado (por não ser grande). Bem tranquilo e legal de nadar. Mas a Cachoeira não oferece muito lugar pra se ficar confortavelmente. Ela fica apertada entre as árvores e seu leito.

Chegada em Cachoeira dos Palmitos
Queda de 45 graus

Ficamos ali cerca de 30 minutos só pra refrescar e seguimos para a Cachoeira S, que o GPS acusava estar a apenas 200 metros, aproximadamente. Então continumaos descendo o rio, sem muitas dificuldades.

Mas parece que a posição que tinhamos marcado pelo Google Earth estava um pouco errada. A Cachoeira do S fica um pouco a esquerda do que está marcado oficialmente lá (em breve a posição correta no GEarth também!)

Cachoeira Capão dos Palmitos
debaixo

A pior parte da trilha fica EXATAMENTE em cima da Cachoeira do S

Cachoeira do S
Em cima dela, é possível reconhecê-la por sua forma (de S). A queda começa pela direita (pra quem está olhando no sentido da queda) numa vazão fina e (por isso) forte. Daria facilmente pra descer pelas pedras mesmo (bem do lado dela), porém, no início da queda, a cachoeira molha todas as pedras “pisáveis” tornando a passagem por ali bem perigosa.

Início da trilha entre Cachoeira dos Palmitos e Cachoeira do S
Trilha off-road complicada

Chegada a Queda
Como um teste, eu até consegui passar pelas pedras molhadas (com extremo cuidado) porém fiz o teste sem a bagagem. Com a bagagem torna-se quase impossível passar por ali. Foi assim que desistimos dessa ideia.

Havia então duas alternativas mais:
Tentar passar pelo lado direito (lama) ou pelo lado esquerdo da queda (lama).

Pelo lado direito nos recebia um inóspito paredão de tamanho médio, porém a 90o e nada agradável de se encarar. Do lado esquerdo, mato.

Escolhida a única alternativa viável, fomos para a esquerda.

Não há trilhas. SImplesmente deve-se ir passando até chegar na parte debaixo da cachoeira. Existe um ponto especialmente difícil e perigoso. É um momento que se está mais ou menos na metade da altura da queda e é preciso passar debaixo de mato mesmo, agachado, ao lado de um pequeno penhasco (quem cai, cai no leito do rio, entre pedras).

Deve-se tomar muito cuidado nesse ponto, com bastante calma. Mas… é possível!

A Queda e o Poço
Tem uma queda inclinada de 14 metros, em formato de S, bem legalzinha. Possui um poço bonito, cercado por pedras em suas laterais. Como a cachoeira está bem no meio do mato, bate pouco sol por ali, na área da queda. Dá pra pular um pouquinho no poço também.

É possível ficar debaixo da queda e também subir por ela até quase no topo.

Cachoeira do S

Mais abaixo, depois do poço, tem umas pedras legais pra simplesmente deitar e dormir (que foi o caso de algum de nós, ehauh).

É que o pior estava por vir… (bendita sonequinha de alguns)

1a. parte da Trilha para Taioba (Via Cachoeira do S)
No GPS havíamos marcado uma trilha que ficava a nossa direita (pra quem olha no sentido do leito). Precisávamos sair do leito pra pegar essa trilha, porém, o leito do rio fica em um vale significativo. Do lado direito sempre um paredão e do lado esquerdo, mato, bastante mato.

Então fomos seguindo pelo leito do rio (provisoriamente) até encontrar uma entrada para a esquerda pra pegar a trilha (coisa que não não aconteceu)

Fomos cada vez mais nos distanciando da suposta trilha marcada no GPS e enquanto isso a passagem pelo leito do rio foi piorando, isso porque cada vez mais mato foi aparecendo por ele (a medida que os morros laterais iam diminuindo sua altura, o mato ia aumentando).

Dica: Pra quem não tem um GPS, se não quiser se perder, é necessário que siga o leito do rio até encontrar a trilha para farofa. (Esse rio é o rio que “corta” a trilha de Farofa pela primeira vez.)

Porém, em certo ponto fica bem complicado continuar pelo leito (o mato aumenta significativamente).

Acontecido isso, começamos a, finalmente, entrar para a direita (era muito mato, mas mais “andável” do que pelo leito do rio, apesar de tudo)

Quem não gosta de arranhões, aranhas e outros bichos que incomodam, é melhor não se aventurar por esse passeio.
Faltando por volta de 200 metros pra chegar a Trilha de Farofa (nosso segundo ponto de referência principal, para Taioba) o nosso caminho ficou bem difícil. SImplesmente não havia para onde ir.

Paredão característico da trilha entre S e Farofa
Obs: Foto tirada no exato momento em que meu GPS caiu na água!

Seu Raimundo, mascote da nossa turma dessa vez, foi um bravo desbravador. Pela direita, começou a peitar mato até achar uma razoável clareira. De onde eu estava, acabei me perdendo um pouco de onde eles estavam, tentando achar um ponto melhor ainda sobre o leito do rio.

Frustrei minha tentativa e ainda me arranhei bastante pra reencontrar com Seu Raimundo (que tinha achado um caminho bom para as circunstâncias) e o resto da turma que já estava a minha espera. Foi bastante cansativo.

Era muito mato mesmo.

Chegado nesse ponto, saimos definitivamente do leito do rio para seguir reto (guiados apenas pelo GPS) até encontrar a trilha de Farofa.

Os últimos 90 metros as árvores acabam mas o mato sobe até quase o joelho. Isso nos fez parar e pensar se devíamos pisar ali (medo de cobra).

Mas vendo qeu faltavam apenas 60 metros para chegar a Farofa (era o que o GPS apontava), continuamos na raça e confirmamos que o GPS estava certo.

Vitória mais que merecida nossa.

Chegada a Trilha Oficial de Farofa
Vitória!

2a. parte da Trilha para Taioba
Em uma escala de 0 a 5, a trilha de Cachoeira S até o encontro com a Trilha de Farofa é de 4,5 (só não chega a 5 por não ser mais extensa). A Trilha para Farofa foi nosso pequeno alento por alguns instantes. A hora do descanso pra encarar o segundo desafio.

Deu pra rir um pouco e fazer algumas piadinhas pra relaxar, inclusive mandar a Mel voltar para a Cachoeira S, onde ela havia esquecido a sacolinha de lixo (acidentes acontecem!). No caminho para “Farofa” (Taioba na verdade) vimos bastaaanet egnte voltando de farofa.. Esse dia ela devia estar bem farofada. O pessoal já estava voltando, e nós, as 13:40 estávamos ainda indo.

Começamos a ficar um pouco tensos porque havíamos demorado um pouco mais do que esperado, o que nos tirava a possibilidade de errar demais dali pra frente.

Seguimos a parte fácil da trilha em um ritmo médio pra não perder muito tempo até nos encontrarmos com a segunda passagem pelo rio. Aquele ponto foi o nosso ponto da discórdia.

Apesar de eu ter marcado no GPS que devíamos seguir adiante mais um pouco, ficamos meio na dúvida se seguiamos adiante ou se virávamos ali mesmo em direção a Taioba.

Nesse momento o nosso grupo começou a se dispersar, além do que vimos que teríamos que enfrentar ainda bastante mato para chegar a Taioba. (Não há uma trilha boa para lá).

Apesar da discórdia, seguimos o que o GPS dizia.. e chegamos no ponto onde deveríamos sair da Trilah de Farofa para virar a direita (no meio do nada, ou melhor do mato). O mato batia um pouco acima do joelho (nada agradável praqueles que sabem que cobras existem).

Como o ponto marcado pelo GPS tinha muito mato, decidimos seguir um pouco mais (já faltava pouco pra chegar a Cachoeira Farofa). Nesse ponto novamente discordamos.. eu achei que devíamos virar, mas em geral ficamos na dúvida, achando que talvez seria melhor ainda seguir em frente mais um pouco.

Após cerca de 50 metros vimos que o mato só estava piorando… e então não vimos outra escolha que se não virar a direita.

Além do mato, o que havia debaixo dele era lama (brejo).. mas começamos a jornada. Estávamos andando paralelamente a suposta trilha que apareceria para Farofa. POrém, enquanto a cachoeira ficava para a nossa diagonal esquerda, a suposta trilha ficava para a diagonal direita.

Já ansiosos para chegar a Cachoeira (ainda mais porque já conseguiamos vê-la quase a nossa frente) o grupo começou a se deslocar para a esquerda (distanciando-se da suposta trilha).

De Farofa a Taioba são aproximadamente (apenas!) 2 quilômetros.

A trilha não estava fácil.. mas continuamos.. A tensão estava aumentando entre nós. Quanto mais a cachoeira parecia próxima mais mato aparecia. De repente avistamos a floresta que todo rio tem em volta de si. Estávamos a apenas 200 metros da queda de Taioba!

Taioba, quase!
Dessa distância já dava pra ver sua imponência, uma visão que simplesmente não existe no Google ainda! Tiramos alguams fotos ali, mas estávamos perto de encarar uma dura realidade: não dava mais pra continuar por ali.

Havíamos gasto muito tempo achando a trilha da Farofa o que não nos dava tempo de ter errado. Parecia impossível, mas apenas a 200 metros da queda, nos vimos sem saída. A floresta impedia a nossa passagem.

Taioba, quase nela!
Note as duas quedas dela (são 4). Dá pra ver uma no canto esquerdo e outra no canto direito da foto

Taiobafail
Foi um ruim momento, cada um tinha suas ansiedades, alguns de nós já não estavam mais aguentando e foi difícil ter que engolir aquela derrota. Até daria para procurar a suposta trilha que ficava mais a direita mas, caso não errássemos mais nenhuma vez íamos conseguir ver a cachoeira de perto e ir embora (a volta para a sede ainda era de aproximadamente 10km).

(Apenas para constar, nesse momento eram 14:35 e a minha posterior chegada a Farofa (continua a história) foi as 15:50, pra se ter uma ideia que a passagem de Farofa a Taioba, apesar de ser de apenas 3km, é bem demorada e custosa.)

O auge da crise do nosso grupo foi nessa parada. Ninguém sabia muito bem o que fazer. Sabíamos que tinhamos errado, sabíamos que podiamos ter feito melhor.

No meio do mato seria complicado separar o grupo (pois tinhamos apenas um GPS).. então voltamos todos para a trilha de Farofa. Foi bem tenso, todos meio mal humorados por saber que tinhamos chegado tão perto e #fail.

Prêmio de Consolação – Cachoeira Farofa
Eu tinha a Farofa como um prêmio de consolação. Apesar de já ter ido lá várias vezes (e ser uma trilha fácil) era melhor que nada! Quando alcançamos a trilha principal (eu estava por último) todos já se encaminhavam para a esquerda (sentido da volta!) . Eu não acreditei e então disse a Fábio:

-Fábio, eu tou indo pra Farofa!

E fui, sozinho! heauh.. Pelo menos um mergulho em Farofa pra refrescar e ter um prêmio de consolação. Cheguei lá as 15:50 e fiquei até as 16:30.

Recarreguei as energias, tirei muitas fotos e filmei bastante.

Pra quem não conhece, Farofa é o destino mais fácil do Parque Estadual da Serra do Cipó: Trilha bem sinalizada e sem nenhuma dificuldade. São 8km de caminhada até lá (pela trilha oficial não feita por nós). A cachoeira é alta (60 metros?) [verificar altura] e possui várias quedas, mas a Farofa mais conhecida é essa última queda. É muito bonita e bem distribuída com um poço redondão, cerca de 20 metros de diâmetro. Dá pra nadar bem.

Cachoeira da Farofa – Prêmio de Consolação
(A queda é bem maior do que na foto)

Volta de Farofa
Comecei a volta num ritmo forte e continuei assim até o fim (fiz uma média de 6km/h por todo o percurso). Cheguei na sede as 17:5 com o pessoal já cansado de me esperar, ehauh. Mas ao menos estavam todos vivos novamente. Eu estava um caco, mas estava relativamente bem ainda (apesar de com muitos arranhões e coças-coças).

Saindo do parque passamos em Cardeal Mota (cidadezinha da Serra) para ri ao Restaurante do Marquinhos. Recomendação do Feroz Seu Raimundo que nos acompanhou pela primeira vez numa de nossas caças. O Restaurante do Marquinhos foi uma ótima pedida para refletirmos sobre nossa aventura e é claro, sonharmos com as próximas viagens.

Essa nossa caça entrou (até o momento, claro!) na Top das mais difíceis já feitas. RECOMENDO! E taioba que nos espere!

Dicas:

-A entrada alternativa para Cachoeira do S (e Capão dos Palmitos) é por uma propriedade particular. Não conte com ela (apesar de ser uma opção).
-A entrada no Parque Estadual da Serra do Cipó é de R$3,00 (até o momento da escrita do post).
-Não é permitido acampar dentro do parque.
-É permitido passear sem guia apenas para Cachoeira da Farofa e Canyon das Bandeirinhas (outros passeios por sua conta).
-A trilha para Cachoeira do S pode ser considerada perigosa (passa por penhascos e locais de difícil passagem).
-Se estiver sobre a Cachoeira do S e quiser descer até ela, vá pela direita (pra quem olha no sentido da queda).
-Não existe trilha que liga Cachoeira do S até a trilha de Farofa – se fizer isso, vá com GPS (se por acaso não estiver com um, siga o leito do rio até encontrar a trilha principal).
-Para ir a Taioba entre o quanto antes para a direita (quando estiver de frente pra farofa).

Números:

Distância aproximada Farofa – Taioba (linha reta) : 2,5km.
Distância aproximada

Resources:

Vídeos
Cachoeira Capão dos Palmitos
Queda Secundária da Cachoeira Capão dos Palmitos
Cachoeira do S
Cachoeira Taioba
[uploading... em breve!]

Fotos
aqui

Mapa
[em construção..em breve]

Mapas, fotos, vídeos, dicas e resumo em breve… (em construção)



São Gonção do Rio Preto
Maio 8, 2009, 2:59 am
Arquivado em: SGRP, cachoeira, são gonçalo do rio preto

pendências deste post:
-.Mapa
-.Dados sobre a estrada para SGRP

Clique nas fotos para ampliar
Objetivos: Circuito Simples de São Gonçalo do Rio Preto (Cachoeiras Crioulo e Sempre-Viva, Forquila e Poço de Areia)
Ponto Inicial: Portaria do Parque Estadual
Distância Aproximada : 13km (total)
Cachoeiras alcançadas (total) : 2 + Poço de Areia
Altitude Inicial : [verificar]
Altitude Final : [verificar]
Altitude Máxima no percurso : [verificar]
Variação de Altitude da trilha : [verificar]
Passagens obrigatórias pela água : Sim (até o joelho)
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : Sim
Guia Obrigatório no local: Sim
Dificuldade : Fácil-Média
Desbravadores: Ana, Diego, Fábio, Fredão, Mel, Tati, Wiliam, Xalaska

Começamos o dia meio tarde.
Porque fomos dormir tarde. (Desbravadores saindo da linha! E olha que nem estávamos com violão ou bebidas!) (mas é porque na noite anterior ao primeiro dia da viagem tinhamos dormido, pouco muito pouco ou nada! Então… desculpas aceitas pra nós).

Deixamos as barracas montadas no Camping São Pedro porque voltaríamos para dormir lá (sabíamos que era possível dormir dentro do Parque Estadual de São Gonçalo do Rio Preto, porém, como algumas pessoas precisavam voltar para BH (leia-se eu) devido a trabalho, precisávamos voltar para Diamantina para que tal pessoa (eu) pudese pegar um ônibus de volta a BH (o resto da galera continuou viagem na segunda e na terça (que foi feriado pra eles, não pra mim).

Locomoção BH – Diamantina – São Gonçalo do Rio Preto
A logística praqueles que desejam se locomover de BH ao Parque Estadual de São Gonçalo do Rio Preto não é muito simples.

Algumas notícias: (As informações abaixo são válidas pelo menos até o momento de escrita desse post)

  • O Parque Estadual de São Gonçalo do Rio Preto não fica na cidade de São Gonçalo do Rio Preto (tem um pedaço de estrada de terra separando os 2. [verificar distância].)
  • Não há condução que leve até o Parque Estadual. Apenas carros particulares (ou táxis) chegam até lá.
  • Não há condução da cidade de São Gonçalo do Rio Preto até Belo Horizonte.
  • Pássaro Verde é a única empresa que leva de Diamantina – Belo Horizonte – Diamantina
  • Existe um ônibus que sai da cidade de Itamarandiba e passa por Diamantina as 12:00 (meia noite), horário bom pra quem quer aproveitar o dia todo em Diamantina ou arredores (no meu caso, aproveitei o dia em São Gonçalo e voltei tranquilo a Diamantina pra voltar com esse ônibus). Obs: Esse ônibus, apesar de passar por São Gonçalo do Rio Preto, não para na cidade! fique atento.
  • Existem ônibus que saem de Couto de Magalhães de Minas (cidade que fica entre Diamantina e São Gonçalo do Rio Preto) como alternativa.

São Gonçalo do Rio Preto – cidade
Chegamos na cidade, depois de [verificar distância] e visitamos rapidamente o coreto pra tirar algumas fotos, só pra constar! Depois viramos a direita pra ir de encontro com a estrada de terra.

Cidade de São Gonçalo do Rio Preto
(depois posto uma foto do coreto! melhor, ehauh)

[verificar dados da estrada]

São Gonçalo do Rio Preto – O Parque Estadual
Alcançamos a entrada do parque as 5 pras 11. Sabíamos da extensão da caminhada e sabíamos que nesse horário ainda era viável o passeio, porém, não contávamos com o porteiro nos dizendo:

Entrada do Parque Estadual

“O horário da última palestra para ir a Crioulo já passou.. vocês não podem ir a Cachoeira Crioulo.”

Era hora de fazer o drama (precisávamos!) Como? Um grupo saído de Belo Horizonte, depois de enfrentar toda aquela estrada de terra ia aceitar não visitar a melhor cachoeira custo/benefício do local??

O porteiro não era dos chatos, então por rádio, negociou com os palestrantes para que fossemos as cachoeiras sem assistir a palestra. Nós, em troca, falamos que não íamos jogar lixo no chão e nem matar nenhum bicho (será que era isso que eles iam falar na palestra?)

Mas, dada a experiência, fica aí o aviso aos navegantes:

Para ir ao Parque Estadual de São Gonçalo do Rio Preto chegue antes das 11! (O parque abre as 7 da manhã, até o momento de escrita deste post.)

Depois da portaria, anda-se mais um pouco até chegar a casinha da palestra. Apenas paramos lá pra avisar que éramos o grupo que não ia assistir a palestra. Dado o sinal de ok, continuamo a estrada.. cerca de mais 3km [verificar dado] de estrada de terra até o que pode-se chamar de o centro do parque (centro no sentido que chega-se a um lugar onde tem um restaurante, banheiros e o local para camping.

Parênteses:
Deve ser bem legal acampar lá dentro, uma vez que, apesar de haver apenas duas cachoeiras facilmente visitáveis la dentro, pode-se gastar 1 dia inteiro só na cachoeira Crioulo que é beeem bacana (cenas da próxima seção). Mas.. não podemos acampar lá, por motivos de labuta no outro dia.
Fecha parênetses

Informações Gerais do Parque Estadual
O Parque não estava farofado e é muito bem cuidado.. não é porque tem restaurante e banheiros que é farofa. Nota-se também um cuidado muito grande pelas pessoas que trabalham lá dentro. O guia que nos levou, por exemplo, era um antigo morador da região, que vendeu suas terras para o governo, que transformou o local no parque. Vê-se que o cara tem prazer de trabalhar lá, e prazer em demosntrar o espírito de preservação do local até a morte!

Início da Trilha para as Cachoeiras

A princípio, a nossa turma se resiste a utilização dos guias (preferimos ir com as próprias pernas), mas , como nessa ocasião o guia era obrigatório, fomos com ele. Agora.. apesar dessa nossa resistência, foi muito legal ir com o guia, perguntamos bastante para ele, alem do que ele soltou informações valiosas:

–>nos informou direções de cachoerias que só ele conhece. Cachoeiras que não estão catalogadas no google Earth, nem em nenhum blog, nem no panoramio.. cachoeiras sem nome! (e pelo que ele disse, maravilhosas e difíceis de chegar). ok… deixinha pra voltar lá um dia né??? O problema é que temos que voltar lá e ganhar o guia, porque ele precisa ir com a gente (pra isso precisamos fazer um draminha básico e convencê-lo de que podemos fazer o passeio).

Sem mais delongas, começamos o passeio em direção a, primeiramente, Cachoeira do Crioulo

Trilha para Cachoeira do Crioulo
Existem dois caminhos para a Cachoeira, mas parece que o guia costuma chegar primeiro a Crioulo passando por cima e depois a volta faz por baixo, passando pelas outras atrações. Começa-se por uma descida fácil até chegar lá embaixo, onde ainda se tem o último resquício de civilização: um banheiro. A partir daí a trilha começa a subir. Bastante.

É uma subida cansativa mas recompensadora. Chega-se num mirante onde se pode avistar o Rio das Éguas: esse é o rio alimentado pelas duas cachoeiras que iríamos conhecer. O Rio das Éguas, depois , lá na frente, se encontra com o Rio Preto, o mais conhecido da região.

Lá do mirante o guia nos comentou de uma das cachoeiras “escondidas” que ficava beeem mais adiante, perpendicular a trilha que fícavamos (isso do outro lado do “cânion” (vamos chamar assim)) que estávamos avistando. Que vontade de ir nessa cachoeira escondida! Mas estávamos longe demais.. sem chance de cogitar tal possibilidade naquele dia.

Mirante no meio da Trilha para Cachoeira do Crioulo
(trilha por cima)

Depois do tal mirante, existe a possibilidade de descer diretamente para a cachoeira Sempre Viva, que fica mais perto da Sede do Parque (são 4 km, enquanto que a Crioulo fica a 6km da sede). Porém, como estávamos fazendo o caminho completo seguimos reto na trilha.

A trilha continua amena até quase o fim dos 6km iniciais, até que se chega num lote de pedras: dá pra sacar que ali estamos em cima da cachoeira. SSeguindo um pouco dá pra ter a vista de cima da cachoeira do Crioulo de cima, uma cachoeira de cerca de 15 metros [verificar dado]. De cima não dá pra ver a queda, mas dá pra ver o poço, que de cima parece deslumbrante.

Então o guia segue nos guiando (esse pedaço sem guia é complicado) porque como fica-se no que convencionei chamar de “lote de pedras” (imagine um grande campo de pedras… é difícil saber pra que lado tem que se ir. Existem infinitas possibilidades.. (sem guia, não que seja fácil se perder, mas é difícil achar o caminho pr achegar na cachoeira lá embaixo).

Com o guia foi fácil, enfim. Descemos e então começamos a pisar…. em areia. Areia branca.

Vista linda.

Cachoeira do Crioulo
O Poço
A paisagem da cachoeira imponente. Um poço muito grande e com água cor caramelo. Dificil estimar o tamanho (esquecemos de perguntar pro guia!) mas é grande. Tem uma largura quase maior que seu comprimento. É menor que o poço de Tabuleiro (Conceição do Mato Dentro) e talvez um pouco maior que o poço da Cachoeira de Capivara (próximo a Serra do Cipó).

Cachoeira e Poço do Crioulo

Possui muuuitos peixinhos pra te modiscar que ficam ali no começo do poço.

Como há muita areia no local, o poço do Crioulo é do estilo que vai afundando aos poucos, mas trata-se de um poço bem heterogêneo. Dado o tamanho, possui partes sem pedras, com pedras etc.

Uma peculiaridade desse poço (mas não sabemos se foi apenas naquele dia devido a condições do tempo) é que nadando, dava pra sentir a água ora quente ora fria (como se o poço fosse um grande tabuleiro de xadrez e cada quadrado tivesse a água em uma temperatura diferente) Bem diferente!

Água do Poço do Crioulo
Água caramelada com muitos peixinhos

O poço era bem grande, não deu pra analisar ele em toda a extensão. A esquerda ele possui uma grande pedra que chega a ficar próxima a queda. A direita possui muitas árvores e a água fica mais parada (e aí não dá muita vontade de nadar por lá) (isso porque a queda fica a mais a esquerda.

A Queda
Tem aproximadamente 20 metros e é muito bonita. Uma coisa bem diferente da queda é que ela cai em cima de uma pedra que fica na linha da superfície (normalmente, onde há queda de água, não tem pedra). Dá pra ficar em pé (mesmo!) embaixo da queda (que é bem forte).

Além da queda principal há uma quedinha (parece um cano que jorra água) no paredão esquerdo (provavelmente essa queda só aparece quando a vazão de água está média/alta, no que demos sorte ^^)

O guia falou que tínhamos meia hora pra aproveitar ali. Você acha que respeitamos esse horário né? hehehe

Destaque para um casal que havíamos visto enfrentando a trilha, mas deeeesde a portaria A PÉ. Eles nos alcançaram e depois (que nós fomos) eles ficaram lá, provavelmente aproveitando a la Cicareli (e agora que estou me tocando, eles estavam sem guia! ora bolas!)

Bem, depois de acho que cerca de 1 hora e 30 minutos fomos voltano pela trilha pela parte de baixo em direção a Cachoeira da Sempre Viva. Demoramos 1:15 pra ir de Crioulo até Sempre Viva. Importante destacar que a trilha até Sempre Viva é bem legal, por ser uma trilha pelas pedras, sempre seguindo o leito do Rio das Éguas. Vários poços (apesar de não termos tido tempo de nadar neles) e também várias pedras peculiares, que parecem estar apoiadas em pequenas pedrinhas. Bem legal!

Passagem da trilha entre Crioulo e Sempre-Viva
Pelo leito do rio

Cachoeira Sempre-Viva
O Poço

Bem, não tem! heauh.. Isso mesmo, uma cachoeira de porte pequeno/médio que não tem poço! Primeira vez que vi isso (que me lembre!) Na verdade tem poço, mas ele fica um pouco depois da cachoeira, isto é, não fica abaixo da queda (como quase sempre é).

Cachoeira da Sempre Viva
Sem Poço!

A Queda
A queda deve ter uns 10 metros [verificar dado] e é bem distribuída. Chega a ser bem forte também. O legal dela é poder “passear” em toda sua extensão, andando devagar por suas pedras escorregadias. Dá pra tirar umas fotos legais, já que dá pra ficar tanto em cima como embaixo da queda. Logo depois, mais abaixo, tem um poço relativamente grande mas que fica com bastante água parada (pelo menos nessa época que fomos) e com espuma, o que dá aspecto de que é uma água suja, mas muito pelo contrário!

Cachoeira da Sempre Viva
(parte de cima)

Caminho de Volta
Ficamos em Sempre Viva pouco tempo como castigo por ter gasto muito tempo em Crioulo (mas valeu muito a pena!) e continuamos voltando para a Sede (ainda faltavam 4,5km, bastante coisa).

A paisagem até a sede continua sempre muito bonita e a trilha de volta é sempre pelo leito do rio. Não é difícil, apenas em dois momentos exige um pouquinho de atenção. O primeiro ponto é logo depois de sair da cachoeira tem um lugar que é preciso pular um pouco para a pedra debaixo (tomando cuidado é fácil) e mais pro fim (chegando no Poço de Areia) tem que passar pela água (bate até o joelho mais ou menos).

Forquilha
A Forquilha (1,7km da sede) é o lugar da trilha que dá pra ver o encontro dos 2 rios (não me lembro se tem algum terceiro.. talvez tenha): das Éguas e o Rio Preto. Não tem um lugar pra ficar, é só pra apreciar a vista mesmo. Foi nesse ponto que o guia nos mostrou o caminho das pedras (literalmente) para outra cachoeira bem difícil de se chegar. Mas lógico que ele nem cogitou a ideia de irmos lá.
Seguimos em frente.

Poço de Areia
O Poço de Areia fica a aproximadamente 1,2 km da Sede e se parece a uma praia. Desnecessário dizer que é um ótimo lugar pra gastar um tempinho bom, coisa que não fizemos porque não tinhamos mais tempo (nem sol!). É uma areia branca e muito limpa ligado a um poção gostoso de nadar. Na areia é interessante olhar as árvores (algumas ficam enterradas até os galhos e outras ficam descobertas até a raiz). Enfim, todos os lugares visitados apresentaram características bem peculiares.

Poço de Areia – Fim do dia

Demoramos 37 minutos do Poço de Areia até a sede chegando exatamente dentro do tempo esperado: as 17:30. Logo, é possível passar um excelente dia, mesmo chegando um pouco tarde no parque. Mas vale muito a pena chegar mais cedo pra aproveitar por igual todos os 3 pontos de parada (Cachoeira do Crioulo, Cachoeira da sempre Viva e Poço de Areia, além dos pontos de parada expresso (mirantes e Forquilha).

SGRP fica na história pra nós. E nós na história do guia Dineu [verificar nome] que quase nos matou quando cogitamos pescar peixes, derrubar árvores e jogar lixo no chao do parque. Sério, não brinque assim com eles, eles te fuzilam com os olhos! Bom pra natureza :-D

Números:

[em construção].. em breve
Área do parque: 12.114 hectares

Dicas:

-Não existem ônibus que levem ao Parque Estadual de São Gonçalo do Rio Preto.
-A entrada do parque é de apenas R$ 3,00 (inclui palestra + guia).
-Chegue no Parque antes das 11 (de preferência as 7 da manhã pra aproveitar muito). Se chegar depois das 11 não poderá visitar a Cachoeira do Crioulo, a melhor do local.
-O guia é obrigatório para os passeios. (não se paga nada)
[em construção..]

Resources:

Vídeos
Cachoeira do Crioulo
Cachoeira da Sempre Viva
[em breve mais..]

Fotos
Aqui

Mapa
[em construção..em breve]



Cachoeiras de Diamantina (Toca, Sentinela e Cristais)
Abril 21, 2009, 10:25 pm
Arquivado em: Uncategorized
(Clique nas fotos para ampliar o tamanho)
Objetivos: Cachoeira da Toca, Cachoeira dos Cristais e Cachoeira Sentinela
Ponto Inicial: Centro de Diamantina
Distância Aproximada : desprezível
Cachoeiras alcançadas (total) : 3
Altitude Inicial : [verificar]m
Altitude Final : [verificar]
Altitude Máxima no percurso : [verificar]
Variação de Altitude da trilha : desprezível
Passagens pela água : Não
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : Sim (em Diamantina)
Dificuldade : Fácil
Desbravadores: Ana, Diego, Fábio, Fredão, Mel, Tati, Wiliam, Xalaska

O dia começa as 7 da manhã e o destino inicial é Diamantina. Com um planejamento bastante conturbado e problemas diversos durante a confirmação da viagem, conseguimos, no entanto sair bem. Saímos os 8 em direção a Diamantina com uma parada rápida em Curvelo. Logo após um check-point onde nos alimentamos bem (recebidos com pão de queijo, café e sanduíches pela família da Tati) botamos pé na estrada de barriga cheia em direção a Diamantina.

A estrada, de BH a Diamantina está sendo duplicada, por isso muitas obras deixam o trânsito mais lento. Ficamos uns 20 minutos parados em certo momento, quase apelando para uma estrada de terra alternativa. Mas a espera, por não ter durado muito, nos deixou com o caminho original.

Chegamos em Diamantina perto de meio dia (são cerca de 310 km desde BH).

Cidade de Diamantina – Bairro

Chegando lá comemos perguntamos no primeiro bar onde ficavam as cachoeiras e onde havia um restaurante bom e em conta. A mulher nos “recebeu” bem e ainda nos deu um mapinha, apesar que o mapinha não tinha lá muita exatidão. Ele mostrava as principais ruas de Diamantina mas não mostrava exatamnte como chegar nas cachoeiras.

Fomos ao restaurante sugerido pela mulher e lá perguntamos se o senhor conhecia acampamentos e as cachoeiras que visitaríamos. Ele apontou no mapa como se chegava as cachoeiras mas não soube dizer nada campings. E nunca tinha ouvido falar do Camping São Pedro, aquele que pretendiámos ir em Diamantina.

Pois bem, postergamos esse problema para o fim do dia e fomos em direção ao primeiro objetivo: Cachoeira da Toca. O senhor do restaurante realmente nos havia dado a direção correta. A entrada pra Cachoeira da Toca é numa das saídas de Diamantina, por acaso a mesma saída que nos leva a Belo Horizonte (de onde viemos).

Chegando quase na saída, tendo um posto BR do lado esquerdo e uma concessionária de veículos Fiat, deve-se entrar a direita (ver mapa). Depois que se sai da BR, começa uma estrada de terra. A estrada é bem tranquila (não é daquelas que destrói carros). Existe apenas uma bifurcação (deve-se virar a direita, na Rua da Cachoeira). As ruas não tem nomes, mas havia muitas pessoas nela que, mesmo sem termos perguntado nada nos falaram: “A cachoeira é na outra rua!” Então a chance de erro, é ínfima.

Na rua da cachoeira desce-se um pouco até que se passa por uma fazenda e finalmente chega-se ao fim da linha. O fim da linha é uma porteira (trancada) e a chegada rápiad de um cavalo atrás dos carros informando que a cachoeira é pra…. direita (sempre direita).

Fim da Rua da Cachoeira
O começo da trilha pra Cachoeira da Toca fica a direita

É que a porteira fica logo depois da ponte do rio que alimenta a cachoeira da Toca. O cavalo que nos seguiu provavelmente viu nossos carros (apesar da porteira ser a frente, parte da área do lote da fazenda se estende do lado direito , seguindo a estrada) e já sabia que se tratava de aventureiros (devem estar acostumados com eles todos os fins de semana).

Começamo a fazer a trilha (bem simples) e esperávamos uma verdadeira legião de farofeiros, pela facilidade de acesso na cachoeira. A nossa surpresa foi encontrar apenas 2 pessoas (dois nativos da região) lá.

Cachoeira da Toca

Possui um poço agradável, de cerca de 10 metros [verificar dado] de comprimento e 7 metros de altura [verificar dado]. Começa raso e vai se aprofundando aos poucos. Quando chega próximo a cachoeira se aprofunda rapidamente, no entanto. O chão do poço é do tipo cascalho e tem poucas pedras em toda sua área. Dá pra apreciar a cachoeira em pedras do lado esquerdo do poço e também dá pra ficar debaixo da cachoeira (existem algumas pedrinhas pra se escorar). De acordo com os nativos, o poço tem 12 metros de profundidade (medidos pelos bombeiros) mas eu, particularmente acho que não chega a tanto, devido a extensão pequena-media do poço. Diria uns 6 metros de profundidade.

Cachoeira da Toca – com vazão média (mês de Abril)

De acordo com os nativos, mutia gente pula lá de cima dela (o que eu achei uma loucura) mas depois da viagem, uma rápida busca no youtube provou ser verdade que alguns loucos o fazem. (então deve ser um bocado profundo mesmo, o poço).

Próxima visita
Ficamos ali cerca de um hora, agora em direção a Biribiri, cidade/vilarejo próxima a Diamantina, onde iríamos visitar outras duas cachoeiras. Em 14 minutos chegamos ao trevo de Biribiri, e em mais 6 entramos na estrada de terra.

A estrada é mediana, não é de todo boa, mas também não é terrível. Até a Cachoeira Cristais são 11km e fizemos uma média de 1km/min. Chegando ao fim da linha aparece uma barraca com dois seguranças ali. A cachoeira não fica aberta sempre. A trilha para chegar a cachoeira também é muito rápida, sem nenhum problema. Destaque para a ponte que se atravessa até chegar a ela. Ponte bacana pelo visual e pela paisagem que oferece.

Vista da Ponte no começo da trilha para a Cachoeira dos Cristais

Dessa vez a quantidade de farofa já era um pouco maior. Devia haver umas 15 pessoas na cachoeira.

Cachoeira Cristais
A Cachoeira Cristais é bonita, é baixa, mas larga, faz um paredão legal sobre seu poço. A entrada na água é do tipo “pule”. Não tem um poço rasinho pra entrar. Tem que entrar mais ou menos de uma vez. A queda possui uma negativa em quase toda sua extensão, possibilitando ficar atrás dela, bem legal.

Cachoeira dos Cristais – perfil

A vista de cima é bem legal também. Tiramos bastantes fotos na pedrona alta que fica em cima dela. Outra peculiaridade da cachoeira é como a água escoa até a queda. Ela se concentra em um fiapo de água (riozinho bonito) e de repente cai na parede, formando o paredão.

Pena que só tivemos 40 minutos pra ficar ali, (16:40) hora em que um policial veio nos “escoltar”. O parque estava fechando. (as 17 horas fecha). Fomos os últimos a sair e o carro da polícia nos seguiu até a porteira que dava acesso a cachoeira (cerca de 2km). Perguntamos onde ficava o acampamento de Biribiri mas o policial foi um pouco hostil: disse que não era possível acampar ali.

Entre ser algemado ou aceitar a palavra do policial, continuamos de volta a Diamantina, sem esperanças de conhecer a Cachoeira Sentinela.

Mas então descobrimos que ela ficava depois da porteira, um ponto em que o policial não estava mais seguindo a gente ^^. Vimos que havia cerca de 3 carros parados um pouco a esquerda da pista e deduzimos que se tratava da 3a. cachoeira.

Cachoeira Sentinela
Por “sorte” era uma cachoeira bem menor, então não ficamos com raiva por termos tido pouco tempo de vê-la.

A cachoeira Sentinela é uma quedinha bem simples, praticamente não tem poço pra nadar. É do tipo cachoeira pra tirar 1 foto apenas e tchau. (Ainda bem, porque se não ia me dar vontade de nadar as 17:30, sem sol, ia ser osso).

Cachoeira Sentinela
Parece uma arquibancada com água

Cumprida a missão do dia, fomos para a missão que era pra ser a mais fácil (mas não foi mesmo): procurar o camping São Pedro.

Ao chegar em Diamantina já havíamos perguntado um pouco sobre esse Camping, mas ninguém parecia conhecê-lo. Agora de noite, pensávamos que íamos ter mais sorte.. mas assim não foi! Aboslutamente nenhuma pessoa conseguiu dizer onde ficava o tal camping. Só conseguiam nos explicar onde ficava o tal do Camping Tijuco. Porém, esse que todos comentavam era na verdade um campo de futebol que virava camping, porém, apenas no carnaval! (foi o que nos disseram). Passamos várias e várias vezes em frente a ele (realmente estava fechado) em busca do Camping São Pedro (o desejado).

Chegamos a achar que São Pedro era um mito (assim como algumas cachoeiras que buscamos) ao constatar que ninguém sabia mostrar o caminho.

Perto do Mercado Central da cidade, finalmente alguém conseguiu nos dizer onde ficava e nos disse para virarmos ali e ali e ali. Duas coisas estranhas em relação aos Diamantineses:

-Eles parecem não saber o que é direita e esquerda. (eles não entendiam quando nos referíamos aos lados dessa forma)
-Eles não possuem a palavra Camping em seu dicionário. Quando falávamos “Camping” eles repetiam: “Campo”??

Apesar desses contratempos seguimos a direção que nos haviam dado. Ficamos felizes porque finalmente tínhamos entrado numa rua mais deserta (que era o que o mapa parecia “dizer”). Porém, a rua começou a ficar bem estranha, porque começou a ficar muito deserta e começou a subir muito, muito mesmo..

Já eram umas 8 da noite e estava bem escuro. Confesso que eu ali, vendo meu amigo Wiliam dirigir (e o Fredão atrás com o outro carro e mais galera) pensei que tinhamos entrado numa cilada. Não havia como dar meia volta nem nada. O jeito era continuar subindo naquela estradinha sem luzes nem nada!!

Finalmente chegamos lá em cima, pra descobrir que tinhamos chegado no mirante principal da cidade. Na cruz que dava pra ver láaaa de baixo! Ok… chegamos a conclusão que os Diamantineses não sabem como nos guiar!

Vista da cidade desde o Mirante
(Cruz) de Diamantina

Depois de muitas fotos e risadas lá do mirante (detalhe: O GPS do nosso amigo Xalaska, no meio da “jornada” para o mirante perdeu os sentidos o que aumentou nosso temor… só quando chegamos a cruz ele disse: “Olha , o GPS voltou!”. Não tínhamos achado São Pedro mas achamos a cruz!) voltamos para Diamantina, hehe.

Já quase desistindo de São Pedro, não sei porque alguém falou a palavra “telefone”. Foi quando Wiliam disse: “Nossa! É mesmo!!! Eu tenho o telefone do Camping”. Parece piada né? hahaha
Mas assim foi. Ligamos e fomos atendidos pelo dono do local que nos informou como chegar lá (sem conseguir falar direita ou esquerda). Disse que era perto da fábrica.

Bem.. após mais uns 20 minutos errando caminhos (apesar de já saber onde era) finalmente chegamos ao Camping São Pedro e descobrimos porque pouca gente o conhece. É porque o camping, na verdade, é uma chácara! Chegamos lá , o lugar realmente ótimo e estava vazio.

Camping São Pedro – Jardim

Montamos a barraca já de noite e dormimos bem felizes depois de tanta luta pra chegar no local!

Camping São Pedro
O Camping São Pedro vale a pena porque:

  • Pagamos apenas 10 reais.
  • Como se trata de uma chácara, é bem caseiro, pessoal hospitaleiro e tem boa segurança (cercado).
  • Com banho quente (muito bom!)
  • Boa área de camping (cabe umas 4 barracas no melhor local) (frente da chácara).
Jardim do Camping São Pedro

Pontos negativos:

  • A água disponível não é bem potável, como diz nos sites. Como vem direto do rio, vem meio amarela e com coisinhas.. só fervendo pra usar.

Mas com cansaço toda sombra, grama fofa e água fresca é bem vinda pra aproveitar bem o próximo dia!

Dicas:
  • para Biribiri a estrada de terra tem o estado de conservação médio.
  • A Cachoeira de Cristais fica aberta até as 17:00. Fique de olho!
  • Não se paga para entrar nas Cachoeiras próximas a Diamantina
  • Se for no Camping São Pedro, anote o telefone do local, pois vai precisar pra saber as coordenadas exatas (os moradores não conhecem muito).
Resources:

Referências (Camping São Pedro)
http://www.ferias.tur.br/empresa/5556/campingsaopedro/
http://www.diamantina.com.br/index.cfm?link=camping.cfm

Fotos
Mais Fotos aqui.

Vídeos
Cachoeira Sentinela
Cachoeira dos Cristais
Cachoeira da Toca

[em construção - em breve mais vídeos no Youtube]

Mapa:

View Larger Map
Visualizar Cachoeiras de Diamantina em um mapa maior



Próximos Posts
Abril 4, 2009, 6:52 pm
Arquivado em: Uncategorized

Próxima viagem (e post) prevista: 18 a 21 de abril. Aguardem.

(+ 2: 1o. de Maio, aguardem).



Circuito Gaviões – Congonhas – Andorinhas
Março 25, 2009, 3:31 pm
Arquivado em: Uncategorized

[em construção]

Destinos: Cachoeira Gaviões + Congonhas + Andorinhas
Ponto Inicial: PousadaFazenda do Engenho
Distância Aproximada : 9,05 km (ida)
Cachoeiras alcançadas (total) : 3
Altitude Inicial : [verificar]m
Altitude Final : [verificar]
Altitude Máxima no percurso : = ~[verificar]
Variação de Altitude da trilha : =~ [verificar]
Passagens pela água : Sim (fácil)
Trilha bem demarcada : Médio
Perigo de perder : Sim
Dificuldade : Média/Difícil
Desbravadores: Bill J e Diego

No segundo dia da Caça entitulada “Em Busca da Cachoeira Fantasma” , fizemos um passeio com poucas chances de dar errado, mas com dificuldades físicas (bem pesado).

O roteiro desta trilha foi o seguinte:

Primeira parada Rápida : Cachoeira de Gaviões
Segunda parada: Cachoeira de Congonhas
Terceira parada: Cachoeira de Andorinhas

Informações Iniciais

Antes de começar a trilha, perguntamos na famosa pousada (último ponto de contato entre a civilização e a trilha do Travessão) como se chegava a cachoeira Congonhas.

Lá nos informaram que, seguindo, inicialmente, pela trilha Andorinhas/Gaviões, devia-se virar a esquerda, assim que possível para ir a Congonhas. Isso nos levou a pensar que tal conversão a esquerda era a tal bifurcação traiçoeira na primeira parte da trilha.

Início da trilha – gás total
Começamos a caminhada as 10 da manhã em ponto. Não quisemos acreditar que a trilha para Congonhas era a tal bifurcação e assim, continuamos reto. Depois de cerca de 45 minutos de caminhada encontramos uma trilha menos pisada a esquerda (bifurcação em Y) e acreditamos que fosse aquela. De acordo com o atendente da Pousada, não passaríamos por Gaviões.

Bifurcação Traiçoeira – visão de quem está indo. Siga reto!

A trilha não estava muito boa mas ainda assim seguimos um tempo. Daí, alcançamos um casal que ia na mesma direção (eles haviam passado por nós um pouco antes, de bicicleta). Avistando-os, demos uma corrida pra perguntar a eles se estávamos no caminho certo.

Trilha Direta ou Trilha Alternativa
O cara rapidamente nos informou que nós éramos “loucos” por querer ir a Congonhas. Segundo ele, COngonhas ficava a aproximadamente 7kms de desde Gaviões! Se ele estivesse certo, a chance de fracassar com Congonhas era grande. Mas não era isso que o nosso mapa e instinto diziam.

De toda forma, ele disse que a trilha não era por ali. Segundo ele a única trilha possível era realmente por Gaviões (começando por Gaviões). Isso contrariava o que o homem da Pousada dizia. Mas.. como no momento não tinhamos mais onde nos escorar, aceitamos a observação dele. Também o ajudamos informando que Andorinhas se encontrava pela trilha principal, trilha essa que eles não haviam seguido (também estavam perdidos).

Voltamos juntos para a trilha principal papeando um pouco e trocando informações sobre pontos ainda desconhecidos por nós. Quando avistamos o rio do nosso lado direito, o casal seguiu por ele, talvez para procurar a trilha de Andorinhas pelo leito do rio (ou não). (A trilha ficava, na verdade, um pouco mais adiante).

Wiliam e eu continuamos sem maiores problemas pela trilha principal chegando facilmente em Gaviões, após 1h 35 min de trilha. A cachoeira ainda estava deserta. Descansamos cerca de 5 minutos (pequena nadada) e começamos a caça por Congonhas.

Perfil da Cachoeira de Gaviões -
Sem molhar, pela trilha de pedras à esquerda

Início da Trilha à Congonhas – via Leito de Gaviões
Dá pra chegar na queda de Gaviões pela parte esquerda do leito (há um espaço pra se passar entre as pedras facilmente). Logo, sobre Gaviões, você encontrar a segunda queda que é bonitinha também. Durante toda subida até Congonhas se é recompensado pela vista e por inúmeros pocinhos pra se nadar.

Só que, como não sabíamos a dimensão da trilha, não paramos em nenhum poço. Foi uma caça direta, sem paradas.

Quedas Intermedíarias de Gaviões
No início da caminhada para Cachoeira Congonhas

A parte mais difícil da “trilha” – que não é efetivamente uma trilha, porque sobe-se todo o tempo pelo leito do rio, sobre as pedras – é ainda no começo da subida (em direção ao paredão de Gaviões), onde há lugares que deve-se pensar bem que lugar subir.. – uma leve escalada digamos assim.

Após alcançado o paredão de Gaviões, segue-se sempre pelo leito, sem problemas. Pode haver problemas, claro, se começar a chover, o que, segundo Murphy, era o nosso caso, hehe.

Fomos bem rápido. Sem parar, alcançamos a Cachoeira de Congonhas em 50 minutos.

O Paredão de Gaviões
A partir desse ponto a trilha sobre pedras é fácil

Cachoeira de Congonhas
A Cachoeira de Congonhas deve ter por volta de 12 metros [verificar dado] e tem uma queda bem dispersa (uma certa semelhança a Farofa). O poço, como em Gaviões, é muito amigável (poucas pedras) mas afunda rapidamente. Por ser uma Cachoeira em cima da montanha, é fácil se infiltrar pelas laterais dela. Na verdade é fácil se infiltrar pelo lado esquerdo dela, onde há pedras para andar e pouco mato (por ser lá no alto, há menos mato, o que facilita o caminhar). Do lado direito existe um paredão que acompanha até chegar a queda.

Cachoeira de Congonhas
Queda com água bem distribuída

É possível continuar subindo pelo leito do rio, mas não conseguimos fazer isso porque após apenas 15 minutos olhando a nova conquista, gotas começaram a sair do céu – para nosso desespero.

Pegamos nossas coisas e começamos a descer – rápido.

Dificuldades da Trilha Congonhas – Gaviões
O problema em trilhas sobre pedras é que correr não é uma tarefa muito fácil , imagine com as pedras molhadas pela chuva que se iniciava. Tombos na certa, foi o que tivemos.

Por sorte, após 10 minutos descida, a chuva parou (se não parasse era grande a chance de ficarmos presos na parte dificil da trilha – quando encontraríamos o paredão e é preciso a ajuda das mãos pra descer).

Queda em 45 graus
Um pouquinho abaixo da Cachoeira de Congonhas

Murphy nos abandonou um pouco, no entanto e chegamos bem rápido em Gaviões. (50 minutos cravados na descida, levando em consideração que estávamos bem cansados, com sede e com pedras molhadas, a descida foi a jato).

Chegando lá, a idéia era descansar em Gaviões e voltar pra casa, porque não tinhamos muito tempo nem muito pé. Mas por termos conseguido um tempo tão bom na descida, decidimos que ainda era possível realizar mais uma conquista: Andorinhas!

Sabíamos que a trilha não era difícil. É que apenas não tinhamos muito tempo pra fazê-la. E o gás começava a se esgotar. Whatever, fomos! (esse é o espírito de caça!)

Trilha Gaviões – Andorinhas
Pra chegar em Andorinhas a partir de Gaviões é só começar a voltar a trilha original sempre de olho no paredão de Andorinhas a esquerda. Uma trilha aparece a esquerda quase perpendicular ao rio. Deve-se atravessar o rio (molhar) pra chegar do outro lado (não existe uma trilha seca, ao que parece (não encontramos)). Mas molha-se só até o joelho. É bom tomar cuidado com os tombos! heheheh.

Passando o rio, existe uma trilha até o começo do paredão Andorinhas: cerca de uns 3 minutos apenas. Depois disso deve-se acompanhar o leito do rio (não tem erro). Diferentemente de Gaviões, pra chegar na queda de Andorinhas, existe um pedacinho de trilha sobre pedras, o que deixa a chegada a Andorinhas um pouco mais demorada. Não é difícil -pra nós foi um pouco desgastante porque estávamos cansados e não esperávamos por essa surpresinha matadora final. Demoramos 55 minutos de Gaviões até Andorinhas (pensávamos que fosse menos, é certo).

Trilha sobre pedras pra chegar a Andorinhas
(Cachoeira ao fundo)

Cachoeira de Andorinhas
A Cachoeira de Andorinhas é bonita e seu poço é bem “presente”. A cachoeira é formada por duas quedas (pelo menos as mais visíveis desde o poço principal). Talvez seja a mesma altura de Gaviões (uns 10 a 15 metros) [verificar dado]. E depois uma segunda queda menor de uns 5 metros.

O Poço
Dos poços visitados nesse dia trata-se do poço mais “inóspito”. Ele não oferece uma recepção fácil para suas águas. É poço daquele tipo que você está numa pedrinha e tem que pular (não dá pra entrar aos poucos). O poço é bastante profundo e bem cheio de pedras. Deve-se ter cuidado ao pular (porque a tentação é grande). Num de meus pulos eu acabei tendo golpe de vista errado , no momento de subir da imersão, ralei meu joelho feio numa pedra que eu não havia visto (por sorte não bato a cabeça..).

Cachoeira de Andorinhas

A precaução então é olhar bastante antes de pular, ainda mais depois de um dia de chuva (que foi nosso caso) o que deixa a água bem turva disfarçando as pedras maliciosamente.

Dá pra ficar junto a queda, apesar que, pelo menos naquele dia, a água estava caindo bem forte, chegava a doer.

A Volta mortal
Agora… vida de caçador de cachoeiras não é fácil… o nosso destino foi traçado por nós. E a nossa decisão foi abrir mão da vida mansa de ficar deitado em Gaviões só pra conhecer Andorinhas. Ficamos só uns 20 minutos por ali. Recuperamos a energia e as águas (com fonte contaminada) e começamos o caminho de volta.

No começo da volta perdemos um pouco de tempo tentando achar uma trilha um pouco melhor entre Andorinhas e a trilha normal (pensávamos que havia outra) mas não.. não tinha.. Na volta dá pra se enganar um pouco, porque o leito fica bem disperso e dá margem pra ir pra lugares “sem saída”. É aconselhável ficar sempre mais a direita (pra aquele que está de costas pra cachoeira) pra chegar perpendicularmente ao leito do rio que tem que se atravessar.

Dificuldade da Trilha Andorinhas
Como nós saimos meio tortos, acabamos chutando o balde (estávamos muito cansados) e passando pelo leito num lugar mais dificinho e achando na marra a trilha principal (que tínhamos errado um pouco). Achamos fácil. A partir daí, a trilha não tinha mais surpresas pra gente. Apenas chão mesmo.

Volta forte
Não cronometrei o tempo de volta, mas voltamos num passo realmente forte. Não paramos em nenhum local e não cometemos nenhum erro. Mas é certo que, os últimos 2km, como já sabido, foram quase mortais, hehuaeh. Cheguei minguado e sem pernas na famosa Fazenda do Engenho. No último km eu me lembro bem que mal conseguia conversar com Wiliam.. foi só mesmo na Coca-Cola que eu pude voltar a sorrir e curtir as fotos que tinhamos tirado.

A Caça desse dia foi estonteante e inesquecível. Uma das mais pesadas que já realizei até hoje.

Trilha Principal para Cachoeira Congonhas existe!
Obs: Uma semana depois dessa viagem, nosso amigo Fábio, grande desbravador retornou a Gaviões + Congonhas constatando que existe sim uma trilha direta para Congonhas, como nos havia dito o dono da Pousada. Ao que parece, era a trilha onde estava o casal que subestimou nosso trabalho neste dia de caça narrado aqui. É uma entrada para esquerda e não se trata da bifurcação traiçoeira. Segue a foto da trilha vista a partir da trilha principal para Gaviões.

Trilha principal para Congonhas

[em construção]

Resources:

Distâncias:
3.5 milhas (5,6km) (primeira parte da trilha)
0,26 milhas (418m)(bifurcacação andorinhas gavioes)
0,88 milhas (1,41km) (de gavioes a congonhas)
0,14 milhas (225m) (trilha para andorinhas)

Fotos:
aqui
[em construção]



Em Busca da Cachoeira Fantasma
Março 16, 2009, 6:46 pm
Arquivado em: andorinhas, cachoeira, congonhas, fantasma, gaviões, serra do cipó, tombador
Destino: Cachoeira Fantasma (não alcançado)
Distância Aproximada : 10,68 km (ida)
Cachoeiras no caminho : Sim (2)
Altitude Inicial : 802m
Altitude Final : 1054m
Altitude Máxima no percurso : = ~1100m
Variação de Altitude da trilha : =~ 300m
Passagens pela água : Sim (fácil)
Trilha bem demarcada : Médio
Perigo de perder : Sim
Dificuldade : Dificil

Estiveram presentes nesta aventura:

-Ana
-Bill J (bravo)
-Fabioso
-Fredão
-Diegobs (bravo)
-Mel
-Wal (brava)

Início: 5:57 de 14 de março de 2009.
Término: 20:30 [verificar horário]

Roda na Estrada:

Saímos as 5:57 de Belo Horizonte, Cristiano Machado, em direção ao Posto do Ibama, a parte debaixo, chegando lá as 7:23 sem problemas. Decidimos continuar com o carro até um pouco mais abaixo da Pousada Fazenda do Engenho (onde a estrada de terra começa a ficar ruim). Descemos e passamos a Porteira de Entrada do Parque do Ibama: A portaria estava abandonada, sendo a entrada grátis.

Pé na Estrada:
Chegamos num ponto que parecia bastante difícil continuar com o carro e decidimos deixá-lo na Casa do Seu Dionísio (primeira casinha velha de 6 casas durante o percurso). O Seu Dionísio nos atendeu bastante bem, apesar de termos tido certa dificuldade de comunicação com ele. A princípio achávamos que ele estava bêbado pela forma como falava, mas não, era daquela forma mesmo que ele se comunicava.

Casa do Seu Dionísio – Primeira casa velha da trilha

Dionísio tinha também um facão a tiracolo e uma barba bem grande, o que dava a ele um aspecto… nada acolhedor. Apesar disso, Dionísio deixou que estacionássemos o carro em sua casa e então, depois de mais ou menos uma hora com essa brincadeira iniciamos a parte da trilha a pé.

Considerações iniciais do início da Trilha:
O início da trilha é bem simples sem maiores complicações. Após mais ou menos 1 hora de caminhada (1,83 km) nos deparamos com uma bifurcação bem traiçoeira. Viramos a esquerda e começamos a subir a montanha. Ao chegar lá em cima, a trilha se perdia, não havia mais trilha. Perdemos cerca de 20 minutos lá em cima, procurando qual caminho seguir. De um dos mirantes conseguimos avistar a continuação da trilha la embaixo (havíamos errado em algum ponto). Descemos então, na marra, a montanha, seguindo em direção a trilha. A dica é: quando encontrar uma bifurcação em T, onde a opção é virar a esquerda ou continuar reto, continue reto.

Visão do Monte do Erro – Primeiro Km da Trilha

De volta a trilha, continuamos andando sem problemas em direção a Gaviões (primeira parada rápida). Depois de passada a 6a. Casa Velha (última da região) a trilha fica fácil. Não há partes complicadas e nem bifurcações traiçoeiras. Deve haver cerca de 4 a 5 passagens pela água (pequenos córregos afluentes do rio principal) mas evitamos beber água por saber que trata-s de água contaminada (apesar de limpa para banho).

Chegada na Cachoeira de Gaviões

Com o erro cometido no “Monte do Erro”, demoramos 1 hora e 43 minutos pra chegar em Gaviões. É claro que valeu a pena. Mas nem tanto. Não tinhamos tempo a perder, ainda mais depois dos erros cometidos. Apenas tiramos algumas fotos rápidas da cachoeira e seguimos caminho para Tombador.

Fabioeira – O Nosso Primeiro Batismo a Gente Nunca Esquece:
A aproximadamente 13 minutos de Gaviões, achamos a “Cachoeira Sem Nome 1″. Trata-se de uma pequena cachoeira entre Gaviões e Tombador que não possui nome, talvez porque ela não seja tão imponente assim. Mas é claro que não perdemos a chance de batizar uma cachoeira.

Fabioeira – Uma homenagem ao caro Fabioso!

Imediatamente ela foi batizada de “Fabioeira” em homenagem a um dos caros desbravadores. Nosso amigo Fábio fazia anos durante tal expedição e daí veio o nome da cachoeira que até então não tinha um.

Cachoeira de Tombador:
A trilha continua sem maiores problemas, o único deles é a sede e um pequeno cansaço, afinal, são cerca de 9km até tombador. Chegamos lá as 11:04 da manhã.

Cachoeira do Tombador – segunda queda

O ponto de parada oficial era em Tombador. Cachoeira serena e muito recompensadora afinal, por isso mesmo, elá já tem um nome ^^.

Feita a reverência oficial, patrocinada por Wal, partimos para análise da Cachoeira.

A Cachoeira de Tombador possui uma primeira queda “bonitinha” menor, dando num poço bem aconchegante. Onde na parte esquerda é possível ir “a pé” até o outro lado. Pudemos apreciar os peixinhos que mordiscam e ficarmos deitados ali por um bom tempo. Chegando na primeira queda, chega-se facilmente na segunda queda que é bem maior (cerca de 15 metros de altura) e possui um poço igualmente bom pra se nadar. Porém, percebemos que continuar pelo leito do rio, como queríamos não era muito trivial.

Após ficarmos descansando cerca de 1h20min em Tombador, decidimos caçar, literalmente, nosso rumo. Tinhamos duas opções:

-Tentar continuar a trilha de Travessão (era preciso “escalar” a cachoeira de Tombador).
-Tentar subir a montanha pela direita em direção a Cachoeira Fantasma.

Trilha Off-Road para Cachoeira Fantasma:
Optamos pela segunda opção (não que ela fosse a mais amigável). É que não existe trilha para Cachoeira Fantasma. Ela é tão pouco conhecida que é preciso enfrentar o mato mesmo, em busca dela.

Subimos a montanha pela direita de Tombador (subida pesada e hostil) até alcançar o primeiro ponto plano (já é bem alto). Dali, nos despedimos de alguns desbravadores que acharam melhor descansar em Tombador em vez de arriscar-se sobre a trilha off-road.

`Primeira parte da Trilha Off-Road – Em direção a cachoeira Fantasma

Continuando Bill J, Wal e eu e despedidas feitas, começamos a caminhar na direção Sudeste (a única referência que tínhamos). Passando alguns montes e muito mato, finalmente chegamos em uma verdadeira floresta. Inóspita, era o mínimo que podíamos dizer sobre ela.

Em 5 minutos conseguimos andar cerca de 5 centímetros sobre ela. Sendo já quase 2 da tarde isso nos fez concluir livre e facilmente que seria inútil tentar prosseguir por ali. A Fantasma parece realmente bem protegida.

Importante salientar que, mesmo não tendo conseguido alcançar o último objetivo (Fantasma), conseguimos avistar desde lá de cima, o que convencionamos chamar de Cachoeira Sem Nome 3. Ela não aparece na foto a seguir, mas fica ali, do lado esquerdo do leito do rio, na formação rochosa que aparece.

Sabíamos da chance de fracassar na busca de Fantasma, mas é para isso que sempre se tem um Plano B. Voltando com muita sede para Tombador, nos recuperamos ali (tomamos água da cachoeira (contaminada) pra variar) e voltamos para Gaviões. Dessa vez aproveitando o que ela tinha de bom para oferecer.

Vista da trilha Off-Road pra Cachoeira Fantasma (leito do rio pra Travessão embaixo)
A cachoeira se encontra na “diagonal direita pra cima” da foto

Cachoeira de Gaviões:
Ficamos cerca de 1 hora ali. Gaviões é uma cachoeira de aproximadamente 15 metros (queda pequena), mas bem agradável. Possui um poço legal e ameno (sem muitas pedras). Na parte esquerda possui bastante cascalho, possibilitando um relaxamento bom. Depois o poço vai ficando rapidamente fundo até a queda d’água. A queda cai forte e é possível ficar atrás dela, apesar de não haver pedras pra se escorar.

Saímos de Gaviões as 16:50, pensando que não teríamos problemas no restante da trilha de volta. Ledo engano é o normal em trilhas, hehe.

Cachoeira de Gaviões e seu poço com cascalho

A Volta (com erro):
Por volta de 17:30 começamos a subir uma montanha. Uma das frases do Wiliam (um dos bravos desbravadores) disse:

-Esse pedaço parece aquele pedaço que a gente errou na ida.
-Relaxa, William, tá certo. – Eu disse, achando que era impossível termos errado novamente.

Chegamos ao topo da montanha, apesar de William desconfiado e, mais uma vez, estávamos perdidos. Apesar de eu não estar acreditando naquele momento, tínhamos errado, na exata mesma bifurcação que na ida.

De acordo com a minha orientação aquilo era impossível, pois o meu senso de direção dizia que a orientação da trilha “errante” ficava do outro lado da montanha. Não tinhamos bússola ou GPS (erro grave para um Trilheiro), mas felizmente tinhamos um mapa em mãos. O que nos salvou foi o Google, por incrível que pareça. Colocamos o mapa na posição e graças a ele e ao sol, vimos que tinhamos que ir na direção contrária.

Nesse momento, veio a luz a William (ao ver sol, trocadilho bom!) que subitamente se lembrou da tal bifurcação hostil no meio do caminho. Era bom que ele estivesse certo, pois caso não estivesse, já era melhor ir juntando os gravetos pra fazer uma fogueira em algum lugar e dormir por ali mesmo.

É que o sol já estava se escondendo (quando começamos a descer a trilha, o sol já estava escondido atrás da montanha, nos privando de parte da luz). Não tínhamos tempo pra um novo erro, mesmo!

As vezes a sorte (e a boa memória que ainda funciona de algum dos integrantes) fazem com que não durmamos no meio do mato! William realmente tinha razão desde o início. A montanha que havíamos subido era a mesma montanha da ida (era uma curva para esquerda (pra quem vem) e a direita (pra quem volta) e nas duas vezes, nós viramos em vez de continuarmos reto.

Dali ainda faltavam 1,83km de caminhada, o que àquela altura, era como se fossem 10. O último 1km da trilha é especialmente cansativo, pois o fim dela não tem lá muitos atrativos e dá aquela sensação de que “nunca acaba”. Isso motivou que Wal, já em suas ultimas calorias disponíveis para uso passasse seu mochilão para que Bill J carregasse. Bill J, como bravo cavalheiro, levou a mochila. Esse último quilômetro foi feito na utilização de lanternas, quando finalmente avistamos a luzinha do alarme do carro do William piscando dentro da casa do Seu Dionísio.

Seu Dionísio – medo:
Seu Dionísio não estava muito simpático. Talvez porque estávamos voltando um pouco tarde. Mas ele não nos matou, por sorte. Arrisquei e pedi pra tirar uma foto com ele, afinal, Seu Dionísio deu uma grande mão para o nosso passeio, apesar da dificuldade de comunicação. Descobrimos que Seu Dionísio vivia com sua mulher (parecia que ela estava assistindo a novela). Tiramos a foto (foi um momento tenso, há de se admitir) e saímos rápido dali. Já era hora!

Foto com Seu Dionísio – momento de muita emoção!

A luta ainda não estava terminada. Antes de chegar no ponto da Estrada em frente a Pousada do Engenho o carro ficou. Ele não conseguia passar pela última fronteira da estrada. Um grande buraco por ali nos emperrava. Depois de 10 minutos de tentativas frustradas, um nativo da região (Carlinhos) estava descendo de gipe, mas ele precisava esperar que subissemos pra continuar seu caminho. Então logo começou a dar pitacos de como sair daquele buraco, literalmente.

-Pisa fundo que vai!! Disse ele pra Wiliam. Mais 5 imuntos com Carlinhos dando ajuda no atolamento e o bravo carro de Wiliam saiu da pedreira. Batemos palmas felizes por estarmos finalmente a salvo.

Antes de voltar para o acampamento, logicamente que parei na padaria da esquina par comprar aquela Coca-Cola gelada e com muito gás. Só depois então, chegando por volta de 20:30 no acampamento pudemos montar a barraca e descansar um pouquinho os ossos. Pronto para o segundo dia.

Dicas:
  • É possível deixar o carro mais abaixo da Pousada Fazenda do Engenho, mas a estrada é um pouco cabulosa.
  • Fique atento para a bifurcação traiçoeira. (1,83 km de caminhada a partir da primeira casinha velha ou ~1 hora de caminhada) : não vire a esquerda, siga reto.
Resources:

Distâncias:
Casa do Seu Dionísio – Bifurcação traiçoeira: 1,83km
Casa do Seu Dionísio – Cachoeira Tombador : 7,85km
Bifurcação Traiçoeira – Cachoeira de Gaviões – 4,09km

Referências e tempos aproximados:
Durante a trilha, saindo da Pousada Fazenda do Engenho passa-se pelos seguintes pontos:

  • Porteira do Parque do IBAMA (Trailler) (7 minutos)
  • 6 casas velhas, todas a direita (de quem vai) da trilha.
  • Paredão de pedras rústico e cerca sem arame (sempre a direita de quem vai)
  • Na última casa velha passa-se por uma porteira (52 minutos)
  • Bifurcação Traiçoeira (60 minutos)
  • A partir daí a trilha mais marcada é a que deve ser seguida.
  • Atravessa-se o rio cerca de 5 vezes (pequenos riachos.. não precisa molhar).
  • Em certo ponto dá pra ver o leito do rio a direita. Nesse ponto falta pouco para chegar a Andorinhas e Gaviões.
  • Para ir de Gaviões a Tombador, atravesse o leito do rio de Gaviões e suba um pequeno monte (cerca de 1 metro). A trilha continua lá em cima.

Fotos
aqui e aqui

Mapa:

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Cascatinha do Caraça
Fevereiro 10, 2009, 5:29 pm
Arquivado em: Uncategorized
Destino: Cascatinha do Caraça
Distância Aproximada : 2,00 KM (ida)
Cachoeiras no caminho : Não
Altitude Inicial : 1297m
Altitude Final : ?
Altitude Máxima no percurso : ?m
Variação de Altitude da trilha : =~ ?m
Passagens pela água : Não
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : Não
Dificuldade : Baixa

Esse é o primeiro destino desbravado do famoso Parque do Caraça. Tal parque, localizado a apenas 100 km de BH esconde uma beleza e paz impressionantes. O acesso ao parque não é tão simples: Não existem ônibus diretos para lá. Para chegar lá é preciso ir de carro ou pagar um carro particular até a entrada do parque. Até o momento da escrita deste post, um carro particular saia, de desde Barão de Cocais (cidade próxima) por volta de 40 reais, incluindo a entrada ao parque.

O preço da entrada de um automóvel no parque (por ora é de R$10,00).

Chegamos ao parque por volta das 17 horas. A entrada do parque é um portão onde se lê “Santuário Colégio do Caraça Parque Nacional do Caraça IBDF/PBCM”, onde-se paga a entrada.

Entrada do Parque do Caraça

Ficamos numa pousada chamada “Engenho de Minas”. A entrada da pousada fica logo no início do parque, onde-se entra numa estrada de terra tranquila, a direita. Cerca de 1km de estrada de Terra. A pousada é muito barata e de excelentes condições. São acomodações simples (quarto com banheiro, mas sem tv’s, geladeiras ou ar condicionado). Coisas realmente dispensáveis para o local.

A água do chuveiro é muito quente (excelente) e há uma geladeira comunitária que pode ser usada pelos hóspedes. O café da manhã é muito bom (e variado) não deixando nada a desejar. Até o momento deste post, a diária era de R$32,50.

A pousada mais famosa, no entanto, fica no próprio Santuário (onde é realizada a Missa diária, onde está o antigo colégio e onde o lobo vai se alimentar).

Fazenda do Engenho, vista da Entrada do Parque (no meio do nada)

Fomos jantar cedo, uma vez que não existem opções de janta dentro do Parque. A única opção é o jantar no próprio Santuário: você deve comprar uma fichinha algum tempo antes do início da janta (que é as 18). O jantar termina religiosamente (literalmente) as 19:30. Isso porque as 20 é hora da missa e o jantar deve terminar antes do início da missa.

No Santuário é possível visitar a Lojinha que vende pequenas lembranças do local, fica aberto até as 17:30.

Biblioteca Restaurada, em frente ao Santuário

No começo da noite, entra em cena uma das maiores atrações do local: O Lobo-Guará. Confesso que não acreditei que o Lobo viria naquela noite, porque devia haver umas 30 pessoas no Adro (pátio) da igreja, ou seja, havia muito barulho. Eu duvidei que o Lobo viesse mesmo com a multidão.

De repente, enquanto eu tirava algumas fotos dentro do Santuário, percebi que as pessoas se amontoaram na varanda da Igreja. Só podia ser uma coisa.

O lobo estava rondando la embaixo, onde fica o estacionamento, já se preparando para subir até o pátio. Nesse momento, um dos porteiros do Santuário pede silêncio e avisa que o Lobo só subirá caso as pessoas permanecessem em silêncio (e não tirassem fotos com flash). Só então, o porteiro colocou um tabuleiro no chão, cheio de carne.

O lobo, com o silêncio, subiu, bem desconfiado, mas subiu, olhando para os lados, meio temeroso. Cheirou rapidamente o tabuleiro, mas foi espantado por algumas fotos com flash (sempre tem alguém que não respeita).

Pessoal no Adro da Igreja, a espera do Lobo (Tabuleiro no chão com carne)

O Porteiro repetiu as “instruções” e pouco depois o lobo voltou a subir. Dessa vez , ele não só cheirou como começou a comer toda a carne. Foram cerca de 7 minutos observando o show: O Lobo-Guará comia a carne sem se importar com os sussurros ou com a quantidade de flashes que se sequenciavam.

Provavelmente o Lobo já está acostumado com a fama, apesar de a cada mordida olhar para os lados para ver se nada de errado estava acontecendo. O tamanho do Lobo impressiona, não é um mero cãozinho, é um cão e tanto.

Depois de quase terminada a carne, aquele lobo se vai, o macho. Isso um pouco antes da missa. Terminada a missa, o barzinho do Santuário abre vendendo bebidas desde refrigerantes e sucos até cervejas e vinho. Tradicional que as pessoas levem vinhos para a cidade para assistir o lobo. Além do barzinho (que é uma portinha aberta dentro do Santuário) servem também pipoca e o tradicional chá (que tem sem açúcar e com açúcar) sem precisar pagar nada.

O chá e a pipoca ajudam a esperar o lobo – dessa vez a fêmea – que vem um pouco depois do lobo macho. Esperamos até as 21:15, mas o lobo não havia chegado, apesar dos moradores do local garantirem que o segundo lobo apareceria. Tiramos mais algumas fotos mas não esperamos o lobo fêmea aparecer.

Voltamos em paz para a Fazenda do Engenho onde o silêncio depois das 22 reina absoluto. Acordamos cedo e fomos ainda premiados com um super café da manhã, com direito a frutas, sucos naturais, pão de queijo, chá, café, Toddy, ovos, salsichas etc.

As 9 e 30 da manhã estávamos novamente no santuário para iniciar a trilha.


A trilha para a Cascatinha é muito fácil e rápida. Como estávamos participando de um Trekking, não podíamos parar muito tempo. Para chegar a Cascatinha basta seguir por cerca de 2km na trilha principal.

A água da cascata é muito gelada (mesmo no verão!) – como comparação, digamos que ela é tão gelada quanto a água da cachoeira farofa no inverno. Não dá pra ficar muito tempo dentro da água. A água é bem marrom, devido a XXX e limpa. Não temos informações se a água é boa para beber. Em todo caso, não consumimos nada da água.

Cascatinha – Cerca de 15 metros de quedas e logo mais uns 10 metros (mais abaixo)

Além da Cascatinha, há poucos kms (a verificar) de distância existe uma grande pedra de onde se pode ter uma das melhores vistas (de fácil acesso) do local. Infelizmente, ao chegar nessa pedra chovia torrencialmente e foi difícil registrar o momento e a paisagem em geral. Mas “A Pedra” é igualmente imperdível.

Vista da Pedra, no meio da Trilha
Dicas:
  • O Parque do Caraça é de fácil acesso, mas não existem ônibus ou conduções baratas que levem até lá. O recomendado é ir de carro.
  • A entrada e a estadia são muito baratas. O gasto geral é baixo.
  • Não existem vendas ou restaurantes no local. Existe apenas um lugar para almoço e janta com horários determinados. Fique de olho! (12:00 as 14:00 – almoço, 18:00 as 19:30 – janta)
  • O lobo visita o Adro (pátio da igreja) todos os dias, mais ou menos as 20:00 (não tem horário certo)
  • A cascatinha e a Cascatona são de fácil acesso. (trilhas consideras fáceis).
  • É possível fazer a trilha da Cascatinha e da Cascatona em apenas um dia (mas com um carro pra se locomover entre as trilhas).
  • Existem trilhas para o alto das montanhas (mais complicadas e exigem guia) (ainda não desbravadas)

Resources:

Fotos:
aqui

Vídeos:

Mapas:



Cachoeira Farofa (por cima)
Novembro 26, 2008, 4:47 pm
Arquivado em: braúnas, cachoeira, farofa, farofa por cima, serra do cipó, trilha, trilha blair
Objetivo: Cachoeira Braúnas (não alcançado)
Distância Aproximada : 6,32 KM (ida)
Cachoeiras no caminho : Farofa (7a. Queda)
Altitude Inicial : 802m
Altitude Final : 1207m
Altitude Máxima no percurso : 1240m
Variação de Altitude da trilha : =~ 400m
Animais encontrados pelo caminho : abelhas cachorras, marimbondos, carrapatos, cobras
Passagens pela água : 2
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : não
Dificuldade : Média

Começamos a trilha pelo km XXX da MG XXX ainda cedo. Chegamos por volta de 7 da manhã na estrada de terra. O início foi marcado por um tico de apreensão uma vez que não sabíamos se conseguiríamos não sermos barrados já de cara pelos guardas do Parque Nacional. Informando-nos com os moradores locais, descobrimos que naquele fim de semana comum, a entrada 2 do parque não estava sendo vigiada.

Assim, continuamos pela estrada de terra até chegar à Pousada Pousada Fazenda do Engenho, que fica quase em cima da porteira de entrada do Parque Nacional


Início da Trilha – Entrada do Parque Nacional


Na volta, descobrimos que era possível continuar com o carro um pouco mais, o que já seria uma ajuda para a volta, uma vez que a pousada fica numa bela descida (subida na volta). Porém, deixamos o carro ali e descemos o começo da trilha (mais ou menos 400 metros até o primeiro cruze de rio pela casa velha).

Continuamos tranquilos pelo começo da trilha até encontrar a Casa Velha 2, que fica na encosta do rio, com uma entrada fácil por ela. Importante salientar que atravessamos o rio na época mais seca do ano (não sabemos se em época de cheia fica dificil atravessar). Molhamos os pés apenas até o calcanhar e seguimos caminho, agora situados a direita do leito do rio, se considerarmos sentido de ida.


Prainha – Fim da Parte 1 da Trilha

Ficamos ali meio apreensivos nesses 1500 metros iniciais, sem saber onde exatamente começaríamos a subir a montanha. Mas continuamos seguindo mais ou menos a linha do rio, passando por uma pequena floresta, logo encontrando uma clareira e finalmente encontrando uma trilha que começava a se delinear para a direita.

Desde a pousada até o início da subida da montanha são 2,31 kms.

Daí consideramos que a trilha realmente havia começado. Com o peso nas costas, percebemos que o que se leva nela é um tópico muito importante a ser pensado para uma trilha desse calibre. Não se trata de uma trilha difícil, mas debaixo do sol e com uma subida total de 400 metros, o peso passa a ter influência decisiva no gás da turma.

A trilha não possui atrativo eólico, isto é: espere muito calor. Uma vez que a trilha fica exatamente no vale entre duas montanhas, o vento é praticamente nulo (acho que foi nulo, hehe). Até o fim da subida são 4,01 kms e não espere muito a companhia da água. Você verá água em apenas 3 pontos da trilha. Uma vez no início da subida. Uma segunda vez quase no fim da subida (meio da trilha) e finalmente, nas quedas da cachoeira.

Não é recomendado utilizar a água da trilha para hidratação. Infelizmente a água desse local é conhecida por sua contaminação por vermes.

Apesar disso, nós não seguimos a recomendação. Levamos pouca água (e muito peso) e tivemos que apelar pra água “contaminada”. Não morremos, tanto que estou postando aqui, mas tomamos alguns vermífugos na volta (espero tê-los matado).

A trilha continua mais amena após essa pior parte. Em alguns momentos a trilha se bifurca e isso pode causar confusão. No entanto, todas as bifurcações sempre se encontram novamente um pouco mais adiante.

Continuamos com muita sede até encontrar água. Dessa vez, do leito principal da cachoeira da Farofa.

Quando se chega ao fim da subida o alívio é bom.

Parte 3 – Visão da subida entre as montanhas (quase sem água)


A subida continua pouco, mas bem menos inclinada. Chega-se assim no pico de um morro (sem perceber) e vê-se uma cachoeira (provavelmente a 2a. das 7 quedas). O acesso a cachoeira é dificil com mochila nas costas, então deixamos as mochilas um pouco mais no alto.

Tivemos que passar no mato até alcançar a cachoeira que deve ter por volta de 15 metros de altura e um poço bem estreito e fundo. A cachoeira fica bem apertada entre o pequeno morro e a chance de encontrar cobras , digamos, não é baixa.

A água é fria, mas podemos nadar um pouco ao menos. É possível subir nas pedras lateriais da direita da cachoeira, o que dá uma vista legal. E foi lá que eu esbarrei com uma cobra de quase 2 metros. Não foi muito agradável, hehe. Mas por sorte ela apenas se afastou.. depois disso resolvi não me adentrar muito no mato.

Saindo de lá, seguimos a trilha, que ia em direção as próximas quedas de farofa. Chega-se facilmente até a 2a. queda na parte de cima. Essa queda já é bem mais alta e daí já é possível enxergar as próximas quedas. O nosso plano era descer Farofa com as mochilas. Porém não encontramos nenhuma trilha viável. Só havia pedras e nenhum caminho que fosse possível descer.

Queríamos continuar até tentar encontrar Taioba, porém, não havia mais trilhas e encarar o mato com chances de esbarrar com cobras não nos aminou a continuar.

O mato não é alto: deve bater uns 10 centímetros na canela, mas é um altura suficiente pra não se saber exatamente no que se está pisando. Desistimos, assim, de continuar e fizemos a trilha de volta.

As 17:15 estávamos praticamente no fim da trilha la embaixo, sedentos e bem cansados, quando percebemos que estávamos perdidos. Não nos lembrávamos daquela parte com água e assim começamos a subir em busca do nosso erro. Depois de praticamente 40 minutos de subida, sem sucesso, não conseguimos nenhuma bifurcação no qual poderíamos ter nos equivocado.

O desespero bateu um pouco quando não tinhamos mais água (e sabiamos que estávamos longe dela) e o sol estava se escondendo atrás da montanha. Com um dos meus amigos com muita dor na perna, resolvi correr.

Larguei minhas mochilas e comecei a correr ladeira acima: precisava encontrar água. (eu tinah certeza que faltava pouco pra encontrar água.. se é que não tinhamos errado também o caminho de subida).

Quando eram 17:45, encontrei a água parada (não era água ideal, mas era melhor que morrer de sede).

Voltei com um sorriso (seco) pra avisar meus amigos (Bill e Fredão). Não iamos conseguir descer a tempo, mas íamos conseguir sobreviver, hehehe.

Voltamos com toda a bagagem e bebemos muita água (nosso prêmio). Sem muitas opções de o que fazer, resolvemos com os ultimos minutos de sol tentar descer sem a bagagem pra pelo menos tentar descobrir o nosso erro. Descemos apenas com comida e lanterna (Bill e eu), enquanto Fred ficou descansando com o resto da bagagem do lado da água.

Descemos sempre nos separando em todas as bifurcacções possíveis e confirmamos que todas elas sempre se encontravam mais adiante. Depois de mais ou menos meia hora de descida (descemos bem rápido) chegamos ao mesmo ponto em que achávamos que havíamos errado. Continuamos com o último filete de luz que nos sobrava do sol. Depois de mais 15 minutos de caminhada , confirmamos. Estivemos sempre no caminho certo! Mas agora era tarde pra descobrir isso.

Quando ficamos aliviados por ao menos saber que não estávamos perdidos começamos a subida de volta para o nosso “acampamento”. Quando voltamos, vimos Fred já com a barraca montada, (sobre pedras e mato) (não há lugar para se acampar la em cima!). Chegamos ao camping por volta de 19:30.

Não tinha levado colchão, assim que passei uma noite do capeta, dormindo sobre 3 pedras pontudas. Mas consegui cochilar.

Não ousamos fazer fogueira porque havia mato por todos os cantos e o pior: mato relativamente seco, o que faria muito arriscado acender uma fogueira e causar um super incêndio fora da lei.

Não escutamos barulhos estranhos e nem nos deparamos com animais de grande porte (felizmente). Apesar das pedras, a noite fluiu tranquila. (acho que o som do meu celular ajudou a amenizar a escuridão e o silêncio absoluto).

O outro dia amanheceu ensolarado. O sol saiu mais ou menos as 8:30 de trás da montanha atrás da Farofa No. 1.

Certos de nosso caminho certos, desmontamos a barraca e descemos toda a trilha.

O fim da trilha (depois de atravessar o leito do rio la embaixo) foi especialmente desgastante. Parecia que não chegava nunca. Confesso que sonhei como nunca com uma Coca cheia de gás, e foi isso que fiz quando cheguei ao carro. Desci até a pousada onde havíamos parado o carro e pedi:

“Me vê a coca mais gelada que você tiver”.

Não tivemos ânimos de procurar outra cachoeira (ainda nos sobrava tempo). É porque não nos sobrou perna pra isso. Mas nos sobrou uma bela história pra contar e uma trilha inesquecível nessa Caça as Cachoeiras

Dicas:

  • Importante perguntar aos moradores se o Parque Nacional está de guarda. (só se pode ir com guia, se for o caso)
  • O carro pode entrar no Parque, até uns 200 metros para frente (ajuda um pouco).
  • O início da trilha não é bem demarcado. Deve-se seguir adiante (paralelo ao leito do rio) por 500 metros. mais ou menos. Logo a trilha começa a aparecer.
  • As bifurcacoes sempre se encontram mais adiante, confie no seu taco!
  • Fique de olho, há cobras!
  • Leve água. Esse peso é essencial.
  • Não há lugares para acampar lá em cima, a não ser que goste de dormir sobre pedras.
  • A descida para Farofa de baixo não é trivial. Praticamente impossível de se realizar com bagagem.
  • A trilha demarcada termina em Farofa de cima. É possível continuar andando até Braúnas, mas sem trilha demarcada.

Resources:
Fotos:
Mais fotos aqui.

Vídeos:

Mapas:

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Trilha Blair – Farofa por Cima

Início : Parque Nacional – Entrada do Vale Travessão
Destino: Cachoeira do Valente
Distância Aproximada : 14 KM ?
Cachoeiras no caminho : Não
Altitude Inicial : 802m
Altitude Final : 1207m
Altitude Máxima no percurso : 1240m
Variação de Altitude da trilha : =~ 400m
Animais encontrados pelo caminho : abelhas cachorras, marimbondos, carrapatos, cobras
Passagens pela água : 2
Trilha bem demarcada : Sim
Perigo de perder : não
Dificuldade : Média

Começamos a trilha pelo km XXX da MG XXX ainda cedo. Chegamos por volta de 7 da manhã na estrada de terra. O início foi marcado por um tico de apreensão uma vez que não sabíamos se conseguiríamos não sermos barrados já de cara pelos guardas do Parque Nacional. Informando-nos com os moradores locais, descobrimos que naquele fim de semana comum, a entrada 2 do parque não estava sendo vigiada.

Assim, continuamos pela estrada de terra até chegar à Pousada XXX, que fica quase em cima da porteira de entrada do Parque Nacional XXXFOTO.

Na volta, descobrimos que era possível continuar com o carro um pouco mais, o que já seria uma ajuda para a volta, uma vez que a pousada fica numa bela descida (subida na volta). Porém, deixamos o carro ali e descemos o começo da trilha (mais ou menos 815 metros até o primeiro cruze de rio pela casa velha).

Continuamos tranquilos pelo começo da trilha até encontrar a Casa Velha 2, que fica na encosta do rio, com uma entrada fácil por ela. Importante salientar que atravessamos o rio na época mais seca do ano (não sabemos se em época de cheia fica dificil atravessar). Molhamos os pés apenas até o calcanhar e seguimos caminho, agora situados a direita do leito do rio, se considerarmos sentido de ida.

Aqui começa a parte 2 da trilha. Antes de começar a subir

Aqui começa a parte 2 da trilha. Antes de começar a subir

Ficamos ali meio apreensivos nesses 1500 metros após o rio, sem saber onde exatamente começaríamos a subir a montanha. Mas continuamos seguindo mais ou menos a linha do rio, passando por uma pequena floresta, logo encontrando uma clareira e finalmente encontrando uma trilha que começava a se delinear para a direita.

Desde a pousada até o início da subida da montanha são 2,3 km. Do início da montanha até o fim da trilha eram aproximadamente 4,0 km (um pouco mais).

Daí consideramos que a trilha realmente havia começado. Com o peso nas costas, percebemos que o que se leva nela é um tópico muito importante a ser pensado para uma trilha desse calibre. Não se trata de uma trilha difícil, mas debaixo do sol e com uma subida total de 400 metros, o peso passa a ter influência decisiva no gás da turma.

A trilha não possui atrativo eólico, isto é: espere muito calor. Uma vez que a trilha fica exatamente no vale entre duas montanhas, o vento é praticamente nulo (acho que foi nulo, hehe). Até o fim da subida são XXX kms e não espere muito a companhia da água. Você verá água em apenas 3 pontos da trilha. Uma vez no início da subida. Uma segunda vez quase no fim da subida (meio da trilha) e finalmente, nas quedas da cachoeira.

Não é recomendado utilizar a água da trilha para hidratação. Infelizmente a água desse local é conhecida por sua contaminação por vermes.

Apesar disso, nós não seguimos a recomendação. Levamos pouca água (e muito peso) e tivemos que apelar pra água “contaminada”. Não morremos, tanto que estou postando aqui, mas tomamos alguns vermífugos na volta (espero tê-los matado).

A trilha continua mais amena após essa pior parte. Em alguns momentos a trilha se bifurca e isso pode causar confusão. No entanto, todas as bifurcações sempre se encontram novamente um pouco mais adiante.

Continuamos com muita sede até encontrar água. Dessa vez, do leito principal da cachoeira da Farofa.

Quando se chega ao fim da subida o alívio é bom.

A subida continua pouco, mas bem menos inclinada. Chega-se assim no pico de um morro (sem perceber) e vê-se uma cachoeira (provavelmente a 2a. das 7 quedas). O acesso a cachoeira é dificil com mochila nas costas, então deixamos as mochilas um pouco mais no alto.

Aqui é , realmente, o fim da subida.

Aquela mata toda é a água da Farofa no.2 que faz

Tivemos que passar no mato até alcançar a cachoeira que deve ter por volta de 15 metros de altura e um poço bem estreito e fundo. A cachoeira fica bem apertada entre o pequeno morro e a chance de encontrar cobras , digamos, não é baixa.

A água é fria, mas podemos nadar um pouco ao menos. É possível subir nas pedras lateriais da direita da cachoeira, o que dá uma vista legal. E foi lá que eu esbarrei com uma cobra de quase 2 metros. Não foi muito agradável, hehe. Mas por sorte ela apenas se afastou.. depois disso resolvi não me adentrar muito no mato.

Saindo de lá, seguimos a trilha, que ia em direção as próximas quedas de farofa. Chega-se facilmente até a 2a. queda na parte de cima. Essa queda já é bem mais alta e daí já é possível enxergar as próximas quedas. O nosso plano era descer Farofa com as mochilas. Porém não encontramos nenhuma trilha viável. Só havia pedras e nenhum caminho que fosse possível descer.

Queríamos continuar até tentar encontrar Taioba, porém, não havia mais trilhas e encarar o mato com chances de esbarrar com cobras não nos aminou a continuar.

O mato não é alto: deve bater uns 10 centímetros na canela, mas é um altura suficiente pra não se saber exatamente no que se está pisando. Desistimos, assim, de continuar e fizemos a trilha de volta.

As 17:15 estávamos praticamente no fim da trilha la embaixo, sedentos e bem cansados, quando percebemos que estávamos perdidos. Não nos lembrávamos daquela parte com água e assim começamos a subir em busca do nosso erro. Depois de praticamente 40 minutos de subida, sem sucesso, não conseguimos nenhuma bifurcação no qual poderíamos ter nos equivocado.

O desespero bateu um pouco quando não tinhamos mais água (e sabiamos que estávamos longe dela) e o sol estava se escondendo atrás da montanha. Com um dos meus amigos com muita dor na perna, resolvi correr.

Larguei minhas mochilas e comecei a correr ladeira acima: precisava encontrar água. (eu tinah certeza que faltava pouco pra encontrar água.. se é que não tinhamos errado também o caminho de subida).

Quando eram 17:45, encontrei a água parada (não era água ideal, mas era melhor que morrer de sede).

Voltei com um sorriso (seco) pra avisar meus amigos (Bill e Fredão). Não iamos conseguir descer a tempo, mas íamos conseguir sobreviver, hehehe.

Voltamos com toda a bagagem e bebemos muita água (nosso prêmio). Sem muitas opções de o que fazer, resolvemos com os ultimos minutos de sol tentar descer sem a bagagem pra pelo menos tentar descobrir o nosso erro. Descemos apenas com comida e lanterna (Bill e eu), enquanto Fred ficou descansando com o resto da bagagem do lado da água.

Descemos sempre nos separando em todas as bifurcacções possíveis e confirmamos que todas elas sempre se encontravam mais adiante. Depois de mais ou menos meia hora de descida (descemos bem rápido) chegamos ao mesmo ponto em que achávamos que havíamos errado. Continuamos com o último filete de luz que nos sobrava do sol. Depois de mais 15 minutos de caminhada , confirmamos. Estivemos sempre no caminho certo! Mas agora era tarde pra descobrir isso.

Quando ficamos aliviados por ao menos saber que não estávamos perdidos começamos a subida de volta para o nosso “acampamento”. Quando voltamos, vimos Fred já com a barraca montada, (sobre pedras e mato) (não há lugar para se acampar la em cima!). Chegamos ao camping por volta de 19:30.

Não tinha levado colchão, assim que passei uma noite do capeta, dormindo sobre 3 pedras pontudas. Mas consegui cochilar.

Não ousamos fazer fogueira porque havia mato por todos os cantos e o pior: mato relativamente seco, o que faria muito arriscado acender uma fogueira e causar um super incêndio fora da lei.

Não escutamos barulhos estranhos e nem nos deparamos com animais de grande porte (felizmente). Apesar das pedras, a noite fluiu tranquila. (acho que o som do meu celular ajudou a amenizar a escuridão e o silêncio absoluto).

O outro dia amanheceu ensolarado. O sol saiu mais ou menos as 8:30 de trás da montanha atrás da Farofa No. 1.

Certos de nosso caminho certos, desmontamos a barraca e descemos toda a trilha.

O fim da trilha (depois de atravessar o leito do rio la embaixo) foi especialmente desgastante. Parecia que não chegava nunca. Confesso que sonhei como nunca com uma Coca cheia de gás, e foi isso que fiz quando cheguei ao carro. Desci até a pousada onde havíamos parado o carro e pedi:

“Me vê a coca mais gelada que você tiver”.

Não tivemos ânimos de procurar outra cachoeira (ainda nos sobrava tempo). É porque não nos sobrou perna pra isso. Mas nos sobrou uma bela história pra contar e uma trilha inesquecível nessa Caça as Cachoeiras

Tópicos Importantes:
-Importante perguntar aos moradores se o Parque Nacional está de guarda. (só se pode ir com guia, se for o caso)
-O carro pode entrar no Parque, até uns 200 metros para frente (ajuda um pouco).
-O início da trilha não é bem demarcado. Deve-se seguir adiante (paralelo ao leito do rio) por 500 metros. mais ou menos. Logo a trilha começa a aparecer.

Mapa:

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